O Rio de Janeiro é o espelho do Brasil. O que ocorre no Rio de Janeiro fatalmente se transmitirá em cadeia para os outros Estados da Federação. As questões de justiça criminal e ordem pública não fogem desta regra. Portanto, é estratégico manter a atenção, estudar o cenário, analisar as experiências e observar as políticas lá realizadas, ajudando no alcance dos objetivos. A solução desta guerra envolve leis duras e um Sistema de Justiça Criminal integrado, ágil, coativo e comprometido em garantir o direito da população à segurança pública.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

QUADRILHA ARMADA DE FUZIL NÃO DEIXA A PM OCUPAR A PARTE ALTA DA FAVELA

EXTRA/GLOBO 12/11/13 10:34


Quadrilha com dez fuzis não deixa a PM entrar no Vietnã, parte alta do Pavão-Pavãozinho, pacificado há quatro anos


PMs do Choque na Av. Nossa Senhora de Copacabana, após o último confrointo entre bandidos e PMs no Pavão-Pavãozinho Foto: Fernando Quevedo / O Globo


Rafael Soares


No último dia 6 de julho, Adauto do Nascimento Gonçalves, de 33 anos, o Pitbull, deixou o Instituto Penal Edgard Costa após receber o benefício de Visita Periódica ao Lar. Não voltou mais para a cadeia. Depois, foi visto na Favela do Dique, em São João de Meriti, onde se juntou a um grupo de dez bandidos armados de fuzis. Há cerca de um mês, a quadrilha chegou na Zona Sul e fez de seu quartel general o Vietnã, parte mais alta da favela do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, onde, há quatro anos, uma UPP foi instalada. PMs da unidade e moradores contaram ao EXTRA que não conseguem mais circular pelo local.

Pitbull nasceu no Pavão-Pavãozinho e chefiava o tráfico no morro até 2008, quando foi preso. Ele chegou à favela para reassumir o cargo após a prisão de Anderson Camilo Fortunato, de 29 anos, o Batoré, que ocupava o posto mais alto na hierarquia da quadrilha, no último dia 10 de outubro, numa casa de shows na Barra da Tijuca. O bandido é o principal alvo do inquérito da 13ª DP (Ipanema) que, há cinco meses, investiga o tráfico na favela e, agora busca identificar os outros integrantes do grupo.

Desde a chegada da quadrilha, dois tiroteios entre bandidos e PMs aconteceram na quinta e última estação do plano inclinado — local determinado pelos traficantes como fronteira do território do tráfico. No último confronto, dia 24, um morador identificado como Thomas Rodrigues Martins, de 32 anos, apontado como traficante por PMs, morreu. Oito bandidos com fuzis atiraram contra a polícia na ocasião.

Uma semana antes, quando quatro policiais chegavam à quinta estação para checar uma denúncia anônima de som alto dentro de um barraco, um grupo de seis bandidos abriu fogo. Os PMs fugiram e não houve feridos. Segundo informações da 13ª DP, Pitbull porta um fuzil, participou de ambos os tiroteios e saiu ferido do segundo confronto.

Por esse motivo, desde então, ele e seu bando não saíram mais do Vietnã, onde o bandido se recupera. Até o dia 24, entretanto, ele saía regularmente do Pavão para ir até a Baixada.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

TURISTA ALEMÃO BALEADO NA ROCINHA AO SER CONFUNDIDO COM PM INFILTRADO

EXTRA 04/11/13 07:00

Escutas telefônicas revelam que turista alemão baleado na Rocinha foi confundido com PM infiltrado


O turista alemão Daniel Benjamin Frank, alemão baleado na Rocinha, na época em que estava internado no Miguel Couto Foto: Marcelo Carnaval / O Globo

Carolina Heringer e Rafael Soares


O turista alemão Daniel Benjamin Frank, de 25 anos, não era o alvo do tiro disparado no dia 31 de maio, durante uma visita à Rocinha, na Zona Sul do Rio. Segundo escutas telefônicas que fazem parte do relatório da operação Paz Armada, obtidas pelo EXTRA, o objetivo dos traficantes era atingir um PM do serviço reservado (P2) da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) que, na ocasião, estava infiltrado no grupo de turistas. A prática da PM de colocar agentes para acompanhar os visitantes na comunidade foi instituída pelo ex-comandante da unidade, major Edson Santos, um dos 13 policiais presos sob a acusação de torturar e matar o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, em julho.

Num diálogo gravado no dia do disparo contra o turista, Luiz Carlos Jesus da Silva, o Djalma, gerente do tráfico na parte alta da Rocinha, diz a Rodrigo de Macedo Avelar da Silva - PM que atuou infiltrado na quadrilha durante a operação Paz Armada - que policiais à paisana estavam em meio ao grupo de turistas: “Os moleques atiraram no P2 (serviço reservado), mas ‘acabou’ acertando o gringo”.

Em seguida, Djalma afirma que o disparo foi uma demonstração de força dos traficantes, que consideraram uma “afronta” a presença de policiais na região. “Se quisessem ter tirado a vida deles, poderiam ter feito ali mesmo. Eles (os traficantes) queriam mostrar que o local não está abandonado, que, se vier, vai ficar”, continuou o bandido.

As escutas revelam ainda que os dois PMs do serviço reservado que acompanhavam os turistas - “um fortinho e outro que usa aparelho”, conforme descrição do traficante - foram identificados e ficaram em poder dos bandidos por algumas horas.

O turista alemão foi baleado na barriga por volta das 13h. Pouco mais de uma hora depois, Avelar faz algumas ligações para Djalma, perguntando se o traficante sabia que os PMs haviam sido pegos e pedindo que fossem libertados. O policial, inclusive, tentou negociar com o bandido a entrega do autor do disparo. Em troca, a polícia não divulgaria fotos do traficante. O pedido do PM foi atendido. Numa ligação, Djalma diz a Avelar que os policiais sequestrados já haviam sido liberados.

Major Edson Santos: preso acusado da morte de morador da Rocinha Foto: Nina Lima / Extra


Socorrido pelos bandidos

A Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), que investiga o episódio no qual o turista foi baleado na Rocinha, vai pedir acesso às provas que surgiram durante a operação Paz Armada.

Ainda nas escutas telefônicas obtidas durante a investigação do caso, Djalma relata que os próprios bandidos socorreram o turista, ao perceberem que ele tinha sido baleado por engano. O traficante afirma, ainda, que o fato aconteceu quando o alemão estava passando, com um grupo, por um local da favela conhecido como Visual — região que abriga uma das bocas de fumo da comunidade. Os criminosos o teriam levado à Estrada da Gávea, segundo Djalma. Na época, a polícia divulgou que um morador teria socorrido o alemão, levando-o à UPP da Rocinha, na Rua 2. De lá, ele teria sido encaminhado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

Um mês depois, um menor se entregou à Deat, dizendo ser o autor do disparo. Num dos relatórios da Paz Armada, o delegado Ruchester Marreiros afirma que o garoto foi obrigado por Djalma a se entregar, para que a polícia deixasse de fazer operações.

Em depoimento à polícia, o turista alemão contou que viu bandidos armados num beco da favela. Por isso, teria se assustado e corrido. Acompanhado de um amigo, ele havia visitado o Cristo Redentor naquele dia e resolveu conhecer a favela de São Conrado.

Operação

A Paz Armada investigou o tráfico na comunidade. No dia 13 de julho, a Polícia Civil deflagrou a operação, em conjunto com a UPP da Rocinha, na qual 29 pessoas foram presas. No dia seguinte à ação, o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza teria sido torturado e morto. De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), os policiais da UPP da Rocinha foram responsáveis pelo crime. Eles queriam, de acordo com o MP, que a vítima entregasse um paiol de armas. Durante a operação, nenhum armamento foi apreendido. Vinte e cinco policiais militares da UPP da Rocinha foram denunciados pelo MP, acusados de participação na morte de Amarildo. Treze deles, entre eles o major Edson Santos, tiveram as prisões decretadas e estão atrás das grades.



Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/escutas-telefonicas-revelam-que-turista-alemao-baleado-na-rocinha-foi-confundido-com-pm-infiltrado-10674749.html#ixzz2jgvzpnZU

TRAFICANTE ALVO DE RESGATE CHORA EM DEPOIMENTO

EXTRA 04/11/13 06:00

Traficante Piolho, principal alvo de resgate no Fórum de Bangu, chora ao prestar depoimento à polícia


O traficante Piolho: choro durante depoimento à polícia Foto: Reprodução

Carolina Heringer


O traficante Alexandre Bandeira de Melo, o Piolho, principal alvo da tentativa frustrada de resgate no Fórum de Bangu, foi às lágrimas, no último sábado, em depoimento a policiais da Divisão de Homicídios (DH) no Complexo de Gericinó. O bandido chorou ao ver imagens da ação dos criminosos, na última quinta-feira, que terminou com a morte de um policial militar e uma criança de oito anos.

Piolho confessou que planejou o seu resgate do fórum, mas alegou que a ação não foi executada pelo seu bando, pois o combinado com os comparsas era entrar no prédio mais tarde do que ocorreu e pela garagem, e não pela porta principal, como aconteceu. Para o traficante, os criminosos que foram até o Fórum na quinta-feira queriam que ele, além de outros dois importantes integrantes da facção - Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, e Vanderlan Ramos da Silva, o Chocolate - fossem responsabilizados pelo episódio, como está acontecendo. De acordo com Piolho, a intenção dos criminosos, que pertencem à mesma facção, era dar um golpe de estado, já que os três serão levados para presídios federais fora do estado do Rio. O traficante diz ainda acreditar que os criminosos pretendiam matar o juiz Alexandre Abrahão, da 1ª Vara Criminal de Bangu, ou um dos seguranças do magistrado.

Celsinho, ao ser preso, em 2002 Foto: Domingos Peixoto / O Globo


De acordo com a Divisão de Homicídios, na tentativa de resgate de quinta-feira, Piolho era o principal alvo. Chocolate, que também estava no Fórum, e Celsinho são investigados para saber se participaram do plano. Os três foram levados para o presídio de segurança máxima Bangu1, em Gericinó, até que sejam levados para unidades federais. Celsinho e Chocolate, também ouvidos pela Divisão de Homicídios, negaram envolvimento com a fuga.

Segurança fraca

Em depoimento na última sexta-feira, dentro da sindicância interna que foi aberta pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Piolho contou que teve a ideia do plano de fuga após ir três vezes ao Fórum de Bangu e constatar que a segurança do prédio, no final do dia, era fraca. Ele contou que o combinado com os comparsas era retirá-lo da carceragem pela garagem do Fórum entre as 19h e 19h30m, momento em que, de acordo com o bandido, há menos policiais no prédio. Ele relatou que pretendia libertar todos os presos que estavam no local para que não ficasse caracterizado que era o alvo do resgate. Piolho não soube explicar porque os três bandidos entraram pela porta principal do fórum e antes do horário previsto.

Marcas de sangue no chão do fórum 
Foto: / Reprodução


Piolho e Chocolate foram até o fórum após serem chamados pela advogada Adriana Godoy dos Santos Prado para serem testemunhas num processo de tráfico de drogas na Vila Vintém, no qual o juiz Alexandre Abrahão atua. Na hora em que eles seriam ouvidos, no entanto, Adriana desistiu de seus depoimentos. A advogada será chamada pela DH para prestar depoimento.



Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/traficante-piolho-principal-alvo-de-resgate-no-forum-de-bangu-chora-ao-prestar-depoimento-policia-10674319.html#ixzz2jgvJ1fZM

COMANDANTE DAS UPPS ADMITE QUE TRÁFICO ATUA EM ÁREAS PACIFICADAS

EXTRA 03/11/13 22:54

Após confrontos no Complexo da Penha, comandante das UPPs admite que tráfico tem fuzil nas áreas pacificadas

Policiais da UPP enfrentaram traficantes na noite de sábado 
Foto: Marcelo Carnaval / O Globo


Herculano Barreto Filho


O coronel Frederico Caldas, comandante-geral das UPPs, admitiu, neste domingo, a existência de fuzis nas mãos de traficantes em áreas pacificadas. A declaração foi dada após os confrontos que deixaram um policial militar morto, outros dois feridos e quatro moradores baleados, num intervalo de 48 horas, entre quinta-feira e anteontem, na Vila Cruzeiro e no Parque Proletário, no Complexo da Penha. Ele ainda anunciou que o efetivo das unidades deverá ser reforçado nos próximos dias.

Frederico Caldas , Comandante Geral das UPPs, esteve no enterro do soldado 
Foto: Fabiano Rocha / Extra

- Claro que é uma preocupação (fuzis com traficantes em áreas com UPPs), embora não tenhamos histórico de apreensão de fuzis em áreas pacificadas. É preciso que seja feita uma investigação para confirmar onde efetivamente os traficantes estão portando fuzis - afirmou.

O coronel esteve no enterro do policial militar Melquizedeque Basílio dos Santos, de 29 anos, sepultado ontem à tarde no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Mais de cem pessoas, entre amigos, parentes e policiais de UPPs, compareceram ao sepultamento. O PM foi atingido por um tiro de fuzil nas costas, no sábado à noite, na localidade conhecida como Vacaria, no Parque Proletário.

O soldado foi enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap 
oto: Fabiano Rocha / Extra



Na noite de quinta-feira, no mesmo local, o traficante Fernando César Batista Filho, o Alemão, morreu num confronto que deixou dois policiais da UPP Parque Proletário feridos - um deles foi atingido por um tiro no peito e continua internado em estado grave, no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Após o tiroteio, a PM apreendeu, perto do corpo do traficante, um fuzil AK-47, 145 cápsulas do calibre 7.62 e quatro carregadores.

Um policial acabou morrendo após o ataque dos criminosos 
Foto: Marcelo Carnaval / O Globo



Segundo a UPP, a localidade conhecida como Vacaria - que tem uma extensa área de mata - estaria sendo ocupada por traficantes armados nos últimos dias.

Sob o domínio de traficantes

A Vila Cruzeiro e o Parque Proletário, no Complexo da Penha, têm pelo menos quatro pontos com a presença de traficantes armados, segundo os policiais das duas UPPs. A principal delas é a localidade da Vacaria, onde ocorreram os últimos confrontos.

O soldado Melquisedeque Basílio dos Santos , 29 anos, foi enterrado neste domingo 
Foto: Fabiano Rocha / Extra



A área, próxima à Pedreira, é a mesma onde traficantes armados foram filmados em fuga para o Complexo do Alemão, em meio à ocupação policial que deu início ao processo de pacificação, em novembro de 2010.

Segundo policiais, também há registros de bandidos armados escondidos nos becos do bairro Treze, em frente ao contêiner da Vila Cruzeiro, na Rua José Rucas. Na área, houve um confronto entre agentes da UPP e traficantes, na quinta-feira à tarde, que deixou um morador ferido. A ação ocorreu horas antes do tiroteio que resultou na morte de um traficante, na Vacaria. Na ocasião, dois PMs ficaram feridos.

O tiroteio da noite de sábado deixou marcas no complexo 
Foto: Fabiano Rocha / Extra



De acordo com a polícia, também há concentração de bandidos armados nas ruas 10, 12 e 14, divisas entre o Parque Proletário, a Vila Cruzeiro e a localidade conhecida como Esquina do Pecado. Ainda segundo PMs, Fabiano Atanázio da Silva, o FB, chefão da Vila Cruzeiro preso no interior de São Paulo, em janeiro do ano passado, morava na Rua 12. A localidade ainda seria reduto do tráfico.


Feridos em combate

Os confrontos que deixaram um policial militar morto e outros dois feridos num intervalo de apenas 48 horas na localidade da Vacaria, no Parque Proletário, não foram atos isolados na região. Somente neste ano, pelo menos 11 policiais foram baleados em tiroteios ocorridos em áreas pacificadas dos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte. Em 21 de fevereiro, dois policiais foram baleados na Vila Cruzeiro, na Penha. Em 18 de maio, um PM se feriu no Morro da Fé, também na Penha. Em 20 de agosto, três policiais da UPP Nova Brasília, no Alemão, foram atingidos durante um ataque no Largo do Coqueiro. Em 18 de outubro, dois agentes foram baleados num tiroteio no Largo da Vivi (Alemão).



Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/apos-confrontos-no-complexo-da-penha-comandante-das-upps-admite-que-trafico-tem-fuzil-nas-areas-pacificadas-10674530.html#ixzz2jgtbW85q

TIROTEIOS EM FAVELAS DO RIO


Trocas de tiros assustaram moradores da Rocinha durante a madrugada e manhã deste domingo. Diversas pessoas entraram em contato com o Extra via telefone e redes socias informando intensa troca de tiros durante a noite e a partir das 8h30 desta manhã. Segundo as testemunhas, que não quiseram se identificar, tiroteio mais intenso durou pelo menos meia hora e ouviu-se até barulho de granada, na parte média da favela.

Pelo Whats App do Extra (21 9 9644-1263), um morador disse que os fatos o fizeram lembrar a época em que a Rocinha não era pacificada:

- Ontem eu cheguei do trabalho por volta de meia-noite e começou um tiroteio grande, que fez com que todos entrassem para as suas casa, incluindo mães com seus filhos pequenos. Durante a madrugada houve troca de tiros também, mas por volta das 8h30 era muito intenso. Dava para ouvir diferentes tipos de armas, como fuzil e pistola. Foi bem pesado mesmo, parecia até a época em que o tráfico dominava.

Pelo Twitter outro morador lamentava: "meu Deus, é muito tiro a essa hora na Rocinha pacificada". Por volta das 9h o tiroteio foi interrompido.

Segundo assessoria de imprensa das UPPs, por volta das 6h30, policiais da UPP Rocinha foram checar denúncias na Rua 1, próximo ao local conhecido como Bar do Bigode e se depararam com criminosos armados, iniciando um confronto. Ninguém foi ferido. Os criminosos fugiram e os policiais realizam buscas pelo morro.

Já de acordo com informações do 23º BPM (Leblon), a troca de tiros durante a manhã foi entre bandidos e não teria durado mais do que cinco minutos, sem feridos.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/tiroteios-na-rocinha-assustam-moradores-no-domingo-10671014.html#ixzz2jgtFaE4f




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

TIROTEIO NO PAVÃO-PAVÃOZINHO


Rua Sá Ferreira tem lojas fechadas após tiroteio no Pavão-Pavãozinho. Mesmo com o policiamento reforçado, o clima ainda é tenso. Homem que morreu em confronto é traficante, segundo polícia. Baleado foi levado para esquina do bairro, e morreu no local

ANA CLÁUDIA COSTA
LEONARDO BARROS 
O GLOBO
Atualizado:24/10/13 - 12h03


Lojas no entorno do Pavão-Pavãozinho fecham as portas Márcia Foletto / Agência O Globo


RIO — Depois de um tiroteio que terminou com um morto no Morro do Pavão-Pavãozinho, durante a madrugada, o comércio não abriu as portas nesta quinta-feira na Rua Sá Ferreira, em Copacabana, Zona Sul da cidade. Mesmo com o policiamento reforçado, o clima ainda é tenso no entorno da comunidade, que conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Policiais reconheceram o homem morto como um dos integrantes da quadrilha que atirou contra eles, iniciando um confronto. Ele foi identificado como Thomas Rodrigues Martins, de 33 anos. Segundo a polícia, ele era gerente do tráfico na comunidade, com duas passagens por tráfico de drogas e uma por roubo. Moradores dizem, no entanto, que o homem era trabalhador e não tinha envolvimento com o traficantes. O corpo de Thomas foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML).

O comércio nas comunidades do Pavão-Pavãozinho e no Cantagalo também está fechado. No entanto, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, os estabelecimentos abriram normalmente. De acordo com o comandante do 19º BPM (Copacabana), coronel André Beloni, todos os comerciantes da região moram no morro e se dizem inseguros em abrir as portas, mesmo com a garantia da polícia. Na comunidade, moradores evitam falar sobre o assunto. O coronel disse que cerca de 30 policiais do 19º BPM (Copacabana) e 23º BPM (Leblon), além do Batalhão de Choque, fazem o policiamento no entorno do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo. Policiais de outras UPPs também atuam no reforço da segurança na comunidade.

Segundo a PM, o confronto começou na madrugada quando policiais da UPP se depararam com um grupo de traficantes em um beco. Houve um intenso confronto, que assustou os moradores. A PM informou que, ainda durante a madrugada, foram realizadas buscas em hospitais da cidade por outras vítimas do tiroteio, mas ninguém foi encontrado. Um outro homem, que também seria traficante do Pavão-Pavãozinho, teria ficado ferido, e conseguido fugir, mas a assessoria da UPP não confirma a informação.

Segundo moradores, o homem que foi baleado morreu porque o socorro não subiu a favela para prestar atendimento. Carregando a vítima ainda viva em uma maca improvisada eles seguiram pela Rua Sá Ferreira até o cruzamento com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, por volta de 4h30m. Uma ambulância dos bombeiros chegou a atender o baleado no local, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu na calçada. Em nota, os bombeiros informaram que vão apurar as circunstâncias do atendimento.

Revoltadas, cerca de 50 pessoas desceram a comunidade e iniciaram um protesto ainda de madrugada. Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a UPP e criticavam a atuação da Polícia Militar. O grupo tentou fechar o trânsito, mas foram impedidos por policiais do 19º BPM. Por causa da confusão, os funcionários do único estabelecimento comercial aberto naquele momento fecharam as portas da loja. Profissionais da imprensa que estavam cobrindo a ocorrência também foram hostilizados.

A ambulância chegou ao cruzamento da Sá Ferreira com Nossa Senhora de Copacabana por volta das 5h. Como a vítima acabou morrendo, o corpo foi levado para Instituto Médico-Legal (IML) em seguida. Às 6h30m, o Batalhão de Choque chegou ao local, mas o protesto já havia terminado.

Um dos moradores, que não se identificou, afirmou que nunca tinha ouvido um tiroteio tão intenso desde que a UPP foi instalada na comunidade, há quatro anos. Ele contou ter escutado até explosões. O policiamento nas ruas de Copacabana foi reforçado logo no começo da manhã. Segundo a assessoria das UPPs, o caso foi registrado na 12ª DP (Copacabana).

TIROTEIO INTENSO DEIXA UM MORTE E UM FERIDO EM FAVELA DO RIO


Tiroteio deixa um morto e um ferido em favela na zona sul do Rio. Comunidade de Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, recebeu Unidade de Polícia Pacificadora há quatro anos

24 de outubro de 2013 | 9h 45

ADRIANO BARCELOS - Agência Estado



Um tiroteio na Favela do Pavão-Pavãozinho (Copacabana, zona sul do Rio) deixou uma pessoa morta e outra ferida na madrugada desta quinta-feira, 24. A comunidade recebeu uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) há quatro anos e, segundo relato de moradores, este foi o tiroteio mais intenso desde então.

A vítima fatal não foi identificada até o momento. Moradores da favela dizem que ele não tinha conexão com o tráfico e se revoltaram porque o socorro teria demorado tempo demais. Como a ambulância não conseguiria subir a comunidade, eles tiveram de improvisar uma maca para conduzir a vítima até a esquina da Rua Sá Ferreira com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, mas quando a equipe de saúde chegou com a ambulância o baleado já havia morrido. A outra pessoa, que teria ligações com o tráfico, foi ferida com gravidade, mas fugiu do local.


Policiais do 19º Batalhão de Polícia Militar (Copacabana) tiveram de intervir para evitar que o trânsito fosse fechado pelos moradores do Pavão-Pavãozinho.