O Rio de Janeiro é o espelho do Brasil. O que ocorre no Rio de Janeiro fatalmente se transmitirá em cadeia para os outros Estados da Federação. As questões de justiça criminal e ordem pública não fogem desta regra. Portanto, é estratégico manter a atenção, estudar o cenário, analisar as experiências e observar as políticas lá realizadas, ajudando no alcance dos objetivos. A solução desta guerra envolve leis duras e um Sistema de Justiça Criminal integrado, ágil, coativo e comprometido em garantir o direito da população à segurança pública.

sábado, 7 de dezembro de 2013

É GRAVE ESTADO DE BALEADA NA LINHA AMARELA EM TENTATIVA DE ASSALTO


Estado de baleada na Linha Amarela é grave; amiga será enterrada nesta tarde. Ações ocorreram durante tentativa de assalto; pelo menos 11 disparos foram feitos em direção ao carro das vítimas

LEONARDO BARROS
ANA CLÁUDIA COSTA 
O GLOBO
Atualizado:7/12/13 - 12h33

Mulher é morta durante tentativa de assalto na Linha Amarela; carro foi atingido por 11 tiros Fernando Quevedo / O Globo / Reprodução internet


RIO - Após ser baleada na barriga durante uma tentativa de assalto na Linha Amarela, na altura de Del Castilho, na Zona Norte, no fim da noite de sexta-feira, Luana Pereira Amaral dos Reis, de 24 anos foi operada no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte, e o estado dela é grave. O corpo da amiga, a química Daniela Alves Coelho, de 38 anos, morta durante o incidente, será enterrado às 16h deste sábado no cemitério São João Batista. As vítimas estavam num Onix preto, placa LQR-6378, atingido por pelo menos 11 disparos. Diretora de produção da fábrica Coca-Cola, em Jacarepaguá, Daniela dirigia em direção a Búzios, para passar o fim de semana com a amiga.

Daniela chegou a ser socorrida, mas morreu ao dar entrada no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Ela foi atingida por um tiro que atravessou o pescoço.

De acordo com os policiais militares do Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE), o veículo foi abordado por um grupo de assaltantes, que estavam em outro carro, um Fox prata. Como não pararam, os bandidos atiraram contra as vítimas. O Onix ainda seguiu por alguns metros, mas Daniela não conseguiu mais dirigir. As marcas dos dos tiros ficaram na lateral do carro.

Apesar de a polícia informar que teria sido uma tentativa de assalto, os pais de Daniela informaram que nada foi levado das duas. A Divisão de Homicídios investiga o caso. Policiais periciaram o local do crime, e não foi informado se os pertences das vítimas foram levados pelos bandidos.

NOVO TIROTEIO NA ROCINHA DEIXA UM PM E UM MORADOR BALEADOS


Na noite de sexta-feira, outro policial e dois moradores foram atingidos

MAÍSA CAPOBIANGO
O GLOBO
Atualizado:7/12/13 - 11h14

Clima tranquilo na comunidade da Rocinha após troca de tiros na noite de sexta e na manhã deste sábado; na foto, policiais da UPP na entrada da comunidade Márcia Foletto / O Globo


RIO — Um novo tiroteio foi registrado na manhã deste sábado, na Rocinha. Por volta das 8h, um policial militar e um morador foram baleados. O PM levou um tiro no ombro. Na noite de sexta-feira, outro policial e dois moradores foram atingidos. Todos os feridos foram socorridos e levados para o Hospital Municipal Miguel Couto.

De acordo com moradores, recentemente um dos traficantes da comunidade teria trocado de facção, e, desde então, os tiroteios têm sido frequentes, apesar da presença da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

A UPP da Rocinha confirmou que uma operação está em curso no local. Agentes do Batalhão de Choque foram enviados à comunidade para reforçar a ação.

No dia 29 de novembro, um policial militar foi ferido em um tiroteio nas proximidades da UPP da Rocinha, também durante operação. Durante essa semana, pelo menos dois enfrentamentos entre PMs e traficantes foram registrados na comunidade. Nas duas ocasiões, ninguém ficou ferido, segundo a polícia.


PMS E MORADORES SÃO BALEADOS DURANTE TIROTEIOS NA ROCINHA

FOLHA.COM 07/12/2013 - 12h29

PMs e moradores da Rocinha são feridos durante confrontos


COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO



Dois policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, na zona sul do Rio, e dois moradores foram baleados durante tiroteios ocorridos nas últimas 12 horas.

Todos os feridos foram atendidos no Hospital Miguel Couto e passam bem, segundo o comando das UPPs. Ninguém foi preso. Os nomes dos PMs e moradores baleados não foram divulgados.

Por volta das 20h da sexta-feira (6), policiais foram recebidos a tiros quando patrulhavam uma rua da Rocinha. Durante o confronto, um PM foi atingido por estilhaços na mão e na perna.

De acordo com a assessoria das UPPs, a troca de tiros já havia se encerrado quando foram ouvidos disparos no alto do Beco da Máscara, na mesma comunidade. Dois moradores foram baleados, um na perna e outro no braço e no abdômen.

Na manhã deste sábado (7), um policial foi atingido no ombro por tiro disparado por um homem na localidade da Rocinha conhecida como Via Ápia. O atirador fugiu.

Até as 12h deste sábado, permanecia em andamento na Rocinha a operação de procura de criminosos, armas e drogas iniciada na noite de sexta-feira por policiais da UPP, com reforço de agentes do Batalhão de Choque, do Batalhão de Ações com Cães e de PMs de outras UPPs.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

MILÍCIA DOMINA 45% E TRÁFICO OCUPA 37% DAS FAVELAS CARIOCAS


Milícia domina 45% das favelas cariocas, revela pesquisa.Outros 37% ainda são controladas por traficantes de drogas. UPPs estão em apenas 18% das comunidades

GUSTAVO GOULART
O GLOBO
Atualizado:3/12/13 - 23h29

Segundo pesquisa, milícias dominam as favelas cariocas Agência O Globo


RIO - A milícia já domina 454 favelas, de um universo de 1.001 localizadas no município do Rio, revela pesquisa realizada pela antropóloga Alba Zaluar, em conjunto com uma equipe do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Uerj, e Christovam Barcellos, coordenador do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict), da Fiocruz. Esse número representa 45% do total de favelas do Rio.

O trabalho também mostra que 370 comunidades, ou 37% do total, ainda são controladas por traficantes de drogas. Já as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) aparecem em 174, ou 18%, das favelas. Todo o resultado da pesquisa, intitulada “Saúde urbana – Homicídios no entorno de favelas do Rio”, será apresentado na quarta-feira, das 9h às 17h, no “Seminário sobre o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora, ou como transformá-la em Polícia de Proximidade”. O evento será realizado na sede do Iesp, na Rua da Matriz 82, em Botafogo.

Segundo Alba Zaluar, o número de favelas foi tirado do Censo 2010, feito pelo IBGE.

— As milícias dominam o cenário. Mas é preciso ressaltar que as favelas têm dimensões diferentes, para mais ou para menos. E populações diferentes. Esse dado, no entanto, é importante para dimensionar o que ainda há por fazer na cidade — frisou Alba Zaluar, que coordena o seminário.

A pesquisa também mostra que apenas seis favelas que passaram por processo de pacificação não têm tráfico de drogas: Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme; Batan e Avenida Brasil (bairro Batan), em Realengo; Camarista Méier, no Engenho de Dentro; e Morro Azul, no Flamengo, segundo a pesquisadora. Esta última tem uma companhia da PM. Além disso, segundo o estudo, apenas 23 das 174 favelas com UPPs têm traficantes de drogas desarmados. O levantamento do Icict ainda busca apurar dados sobre homicídios nas favelas.

— É um projeto interdisciplinar, com o qual estamos procurando reconhecer pelo mapeamento os lugares onde há mais riscos de haver homicídios ou mortes violentas. E, com o estudo etnográfico, procurar entender o que leva as pessoas a se combaterem. Há também a reação dos moradores das favelas com a implantação das UPPs. Isso tudo para que se possa fazer uma política de estado que seja benéfica para a população — afirmou Alba Zaluar. — Pode desagradar aos chefões do tráfico, os milicianos, mas vai ser bom para proporcionar uma vida melhor para a população.

O seminário de apresentação da pesquisa terá quatro mesas-redondas: “O passado nos condena”, “O que é Polícia de Proximidade”, “Funções do comandante da UPP na favela” e “Outras instituições”. Participarão Alba Zaluar; Christovam Barcellos; Frederico Caldas, comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora; Jacqueline Muniz, do Iuperj; e Flávio Mazzaro, presidente da Associação de Moradores do Fallet, entre outros.


Milícias avançam na Zona Oeste da cidade, revela pesquisa. Estudo mostra ainda que o maior número de homicídios não está nas favelas e sim no entorno delas

GUSTAVO GOULART 
O GLOBO
Atualizado:4/12/13 - 14h34

RIO - O coordenador de laboratório de informação em saúde (LIS/ICICT), Christovam Barcellos, revelou que está havendo um avanço das milícias na Zona Oeste da cidade, com forte domínio em Santa Cruz, Campo Grande e grande parte de Jacarepaguá, chegando próximo a Acari e Fazenda Botafogo. A informação foi passada, no início da tarde desta quarta-feira, no “Seminário sobre o projeto das Unidade de Polícia Pacificadora ou como transformá-la em polícia de proximidade”, que está acontecendo ao longo do dia no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Uerj.

O estudo também revela que o maior número de homicídios não está nas favelas e sim no entorno delas. Segundo Barcellos, uma ampla área ao longo da Avenida Brasil tem se tornado local de confrontos entre grupos de traficantes já instalados na região e outras duas forças: milícia e Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs).

— As UPPs têm se expandido da Zona Sul em direção à Zona Norte e subúrbios da Leopoldina. O grande embate que se espera agora é entre UPPs e milícia — disse Barcellos.

O encontro mostra os resultados da pesquisa “Saúde urbana - homicídio no entrono de favelas do Rio”, feita em conjunto pela antropóloga Alba Zaluar, uma equipe do IESP e Barcellos.

Milícia domina 45% das favelas cariocas

A milícia já domina 454 favelas, de um universo de 1.001 localizadas no município do Rio, revela pesquisa realizada pela antropóloga Alba Zaluar, em conjunto com uma equipe do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Uerj, e Christovam Barcellos, coordenador do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict), da Fiocruz. Esse número representa 45% do total de favelas do Rio.

O trabalho também mostra que 370 comunidades, ou 37% do total, ainda são controladas por traficantes de drogas. Já as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) aparecem em 174, ou 18%, das favelas. Todo o resultado da pesquisa, intitulada “Saúde urbana – Homicídios no entorno de favelas do Rio”, será apresentado na quarta-feira, das 9h às 17h, no “Seminário sobre o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora, ou como transformá-la em Polícia de Proximidade”. O evento será realizado na sede do Iesp, na Rua da Matriz 82, em Botafogo.

Segundo Alba Zaluar, o número de favelas foi tirado do Censo 2010, feito pelo IBGE.

A pesquisa também mostra que apenas seis favelas que passaram por processo de pacificação não têm tráfico de drogas: Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme; Batan e Avenida Brasil (bairro Batan), em Realengo; Camarista Méier, no Engenho de Dentro; e Morro Azul, no Flamengo, segundo a pesquisadora. Esta última tem uma companhia da PM. Além disso, segundo o estudo, apenas 23 das 174 favelas com UPPs têm traficantes de drogas desarmados. O levantamento do Icict ainda busca apurar dados sobre homicídios nas favelas.

sábado, 30 de novembro de 2013

IMAGENS ESTARRECEDORAS, DIZ JUIZ

EXTRA 30/11/13 07:00

Após ver imagens de mortes na Favela do Rola, juiz não vai arquivar caso

Operação da Core deixou 5 mortos na favela do Rola Foto: Reprodução


Rafael Soares


O juiz Fabio Uchôa, da 1ª Vara Criminal da Capital, se negou a arquivar o inquérito que investiga a conduta de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) durante a operação que deixou cinco mortos na Favela do Rola, em Santa Cruz, em agosto do ano passado. O inquérito será encaminhado ao Procurador Geral de Justiça, Marfan Vieira Martins, que vai dar a decisão final sobre o arquivamento.

Para o magistrado, as imagens reveladas pelo EXTRA em maio — que motivaram a investigação da Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) — são “estarrecedoras” e mostram “policiais fuzilando pessoas ”.

— Recebi o processo no dia 1º de novembro, mas não tinha conseguido abrir o vídeo que mostra policiais atirando nas pessoas. Pedi uma cópia para a autoridade policial e consegui assistir somente hoje. O que vi foi ali foi um filme da Guerra do Golfo. Não é possível que os promotores tenham assistido essas imagens. Fica claro que os policiais não respondem a tiros vindos dos traficantes. Eles dão os primeiros disparos — afirmou o magistrado.

A Coinpol concluiu o inquérito sobre o caso há três meses. As investigações resultaram no indiciamento de seis homens da Core por fraude processual. Homicídios foram descartados pela Corregedoria. Para o MP, porém, “não há nenhuma prova nos autos que indique que a pessoa ferida já estivesse morta quando promovido seu translado”. Ainda de acordo com o relatório, a remoção do baleado foi feita para “aguardar a oportunidade adequada para que fosse socorrido (...), ante a impossibilidade de solicitar socorro médico imediato”. O arquivamento foi assinada pelos promotores Luiz Antonio Ayres e Sergio Pinto.
Punições

Embora peça o arquivamento do caso, o MP não descarta uma punição aos agentes feita pela Polícia Civil. “O fato de não haver justa causa para deflagrar ação penal no caso não interfere na eventual imposição de sanções administrativas”.

Por conta das investigações sobre as mortes, a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, afastou, o delegado Anderson Pinto, titular da 36ª DP (Santa Cruz). Na decisão, ela alegou que o delegado descumpriu a portaria 553, que determina a presença da autoridade policial em locais de homicídio decorrente de intervenção policial. O delegado que assumiu a 36ª DP é o ex-titular da 134ª DP (Campos dos Goytacazes), Geraldo Assed.

TRAFICANTA AMEAÇOU MATAR HOMEM QUE FICOU COM UMA DE SUAS MULHERES

EXTRA 30/11/13 06:00

Traficante da Rocinha ameaçou matar homem que ficou com uma de suas mulheres

Djalma mandou matar homem que ficou com sua namorada Foto: / Divulgação / Polícia Civil


Rafael Soares


Um homem foi obrigado a fugir da Rocinha na noite da última quarta-feira por uma ordem do gerente do tráfico na parte alta da favela, Luiz Carlos Jesus da Silva, o Djalma. Na 15ª DP (Gávea), ele revelou que foi ameaçado por homens liderados por Djalma porque “teve um relacionamento com uma menor, que seria uma das mulheres de Djalma”.

Na distrital, ele registrou que teve que fugir correndo a pé da parte alta da Rocinha até a passarela, na Autoestrada Lagoa-Barra, onde foi resgatado por PMs da UPP. Ele afirmou que “caiu numa ribanceira, andou em mata fechada, pulou muros e rolou escadas e ladeiras”. Por conta das escoriações, foi encaminhado ao Hospital Miguel Couto, de onde foi liberado. Agentes da 15ª vão identificar a namorada e convocá-la para depor.

Já na madrugada de ontem, segunda com relatos de tiroteios na favela, um PM da UPP foi baleado no rosto e na mão por bandidos. O Grupo Tático de Polícia de Proximidade (GTPP) do qual fazia parte o soldado Jaderson dos Anjos foi surpreendido por traficantes armados de fuzis por volta da meia-noite quando fazia patrulhamento no Beco do Máscara, na Rua 3, parte alta da favela. O PM foi atingido por estilhaços no rosto e nas mãos, mas passa bem.

Um PM que ajudou no resgate fez contato com o EXTRA via WhatsApp (21 99644-1263) e afirmou que mais de 80 tiros foram disparados contra os PMs. Segundo ele, o reforço do Batalhão de Choque não intimida os bandidos, porque os policiais ficariam somente no entorno da comunidade.

RAPAZ MORTO TERIA SIDO AGREDIDO POR 15 PMS

EXTRA - 30/11/13 08:50

Testemunhas dizem que rapaz morto em Manguinhos foi agredido por 15 PMs

Paolla Serra


Paulo: morte após agressões Foto: Bruno Gonzalez /

No Inquérito Policial Militar (IPM) que corre em paralelo com a investigação da 21ª DP (Bonsucesso) sobre a morte de Paulo Roberto Pinho de Menezes, duas testemunhas que estavam com o jovem no momento em que ele foi abordado por policiais militares da UPP de Manguinhos narram que ele foi agredido e logo depois caiu no chão desmaiado. Nesta sexta-feira, o delegado José Pedro Costa pediu a prisão dos cinco PMs que estavam no beco, baseado em laudo da Polícia Civil que constatou que o rapaz pode ter morrido em decorrência de asfixia mecânica.

De acordo com os depoimentos, aos quais o EXTRA teve acesso, Paulo Roberto estava com três amigos indo a casa da namorada de um dos jovens. Quando entraram em um beco, encontraram policiais abordando um homem. Neste momento, a vítima “esboçou reclamação” e um dos PMs foi direto para cima de Paulo Roberto.

O homem conta ainda que Paulo Roberto segurou um dos PMs pelo colete, deixando o soldado “com mais raiva”. A partir de então, cerca de 15 PMs agrediram o jovem por dez minutos. Quando Paulo Roberto caiu, um dos militares disse: “Deu merda.” Ele teria tremido e revirado o olho e depois levado um soco na boca, que o fez sangrar.

A família de Roberto na casa onde o jovem morava com os pais e os oito irmãos mais novos Foto: Bruno Gonzalez



No outro depoimento, um menor de idade conta que Paulo foi perguntado se não era ele que “estava mexendo” com os PMs no campo. O jovem negou e foi “espancado”. Nenhum dos dois depoimentos fala sobre asfixia. As testemunhas serão ouvidas pela 21ª DP na quarta-feira.

O delegado explicou que o pedido de prisão foi para “garantir as investigações”:

— Me baseei em laudo técnico. O fato é que houve a morte, mas só depois da reconstituição poderemos esclarecer a dinâmica.

Fátima, mãe de Paulo: "Parecia que meu filho estava errado". Foto: Bruno Gonzalez / Extra/Agência O Globo



Ontem, a mãe de Paulo, Fátima dos Santos, afirmou que deve entrar na justiça contra o estado:

— Meu filho foi vítima, saiu como errado na história e os PMs que o mataram saíram como certos.