O Rio de Janeiro é o espelho do Brasil. O que ocorre no Rio de Janeiro fatalmente se transmitirá em cadeia para os outros Estados da Federação. As questões de justiça criminal e ordem pública não fogem desta regra. Portanto, é estratégico manter a atenção, estudar o cenário, analisar as experiências e observar as políticas lá realizadas, ajudando no alcance dos objetivos. A solução desta guerra envolve leis duras e um Sistema de Justiça Criminal integrado, ágil, coativo e comprometido em garantir o direito da população à segurança pública.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

FORÇA DE PACIFICAÇÃO E MORADORES ENTRAM EM CONFRONTO NA MARÉ

O DIA 09/06/2014 12:36:12


Militares teriam sido atacados por bandidos e pessoas que participavam de uma festa na comunidade nesta madrugada




Rio - Militares da Força de Pacificação entraram em confronto com moradores e traficantes da Nova Holanda, no Complexo da Maré, na madrugada desta segunda-feira. De acordo com informações, homens da FPac Maré realizavam patrulha no local quando foram recebidos com paus, pedras e bombas caseiras por um grupo que participava de uma festa próximo ao Ciep Elis Regina. Bandidos, que estavam numa laje, aproveitaram a confusão e fizeram disparos contra os soldados.

Em nota, a Força de Pacificação esclareceu que a confusão começou depois que uma tropa que fazia patrulhamento na região foi hostilizada por “um grande número de populares que arremessou sobre a tropa pedaços de pau e de tijolos, pedras, garrafas e artefatos explosivos, conhecidos popularmente como 'cabeção de nego'".

Segundo a nota, homens posicionados em cima de lajes também fizeram disparos com armas de fogo contra os militares, que revidaram com tiros de espingarda de calibre 12. Os militares também admitem ter feito disparos de advertência para o alto, na tentativa de acabar com o tumulto. Ninguém foi preso ou ficou ferido durante o confronto. Por volta das 4h, homens do Exército determinaram o fim da comemoração, alegando dar segurança às pessoas que estavam na festa.

As 15 favelas que compõem o Complexo da Maré estão patrulhadas desde o dia 5 de abril último por 2,5 mil homens do Exército e dos Fuzileiros Navais, com apoio de 200 policiais militares até o dia 31 de julho. A prorrogação da ocupação poderá ser estender até o final do ano. A região da Maré tem 10 quilômetros quadrados de área e 130 mil habitantes.

Com informações da Agência Brasil

FORÇA DE PACIFICAÇÃO É ATACADA POR MORADORES E TRAFICANTES


Força de Pacificação da Maré é atacada por moradores e traficantes durante festa na região. Suspeitos atiraram de cima de lajes contra os militares

POR ALESSANDRO LO-BIANCO /
O GLOBO 09/06/2014 6:29 



RIO — O Comando da Força de Pacificação Maré (FPac Maré) entrou em confronto com bandidos nas imediações do CIEP Elis Regina, na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na madrugada desta segunda-feira, após ser atacado por populares durante uma festa na região.

De acordo com os militares, a tropa que estavam em um veículo foi hostilizada por grande número de moradores que arremessaram sobre a tropa pedaços de pau e de tijolos, além de pedras, garrafas e artefatos explosivos conhecidos como “cabeção de nego”. Disparos também foram feitos de lajes por suspeitos que seriam integrantes de uma organização crimonosa que atua na região.

Segundo os militares, a tropa foi reforçada e respondeu à agressão usando munição calibre 12. De acordo com a Força de Pacificação, houve a necessidade de efetuar disparos de advertência para o alto. Visando a proteger a população que se encontrava no local, por volta das 4h, homens do Exército determinaram o encerramento da festa. O tumulto foi controlado no início da manhã desta segunda-feira, e não houve feridos.

domingo, 1 de junho de 2014

TIROTEIO NA ROCINHA TERMINA COM UM MORTO E DOIS MORADORES FERIDOS

EXTRA 31/05/14 19:02

Policiais junto a homem baleado em tiroteio na Rocinha Foto: foto de leitor / via WhatsApp

Extra


Um tiroteio entre traficantes e policiais militares no início da tarde deste sábado terminou com um morto na Rocinha, em São Conrado. Segundo o comando das UPPs, “PMs da unidade estavam em patrulhamento na localidade conhecida como Beco 199, quando criminosos armados atiraram contra os agentes”. Segundo a corporação, com Josiel Rafael Silva, de 43 anos, foi encontrada uma submetralhadora calibre 9mm. Ele foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos. Uma mulher foi detida ao tentar retirar a arma apreendida das mãos dos policiais. O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon).

Durante o tiroteio, dois moradores da localidade foram atingidos por balas perdidas. Iolanda Ferreira da Silva, de 42 anos, ficou ferida no pé direito e Jefferson de Oliveira, de 20, foi atingido por um tiro de raspão no ombro. Os dois foram encaminhados para o Miguel Couto.

Após o primeiro confronto, tiros foram ouvidos em outros pontos da comunidade. Uma ação de varredura está sendo realizada e a região recebe o apoio de agentes de outras UPPs, do Grupamento de Intervenções Táticas (GIT) das UPPs, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e de policiais do 23ª BPM.

Pelo WhatsApp do EXTRA (21 99809 9952/ 99964 1263), estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na Gávea, falam do confronto.

— Estou em sala de aula, mas dá para ouvir perfeitamente o barulho dos disparos - relatou um aluno, que não quis ser identificado.

TIROTEIO, UM FERIDO, PISTOLA E GRANADA APREENDIDOS

EXTRA 31/05/14 14:40

Tiroteio deixa homem ferido no Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio


Troca de tiros deixa um homem ferido no Chapéu Mangueira Foto: Luciana Paschoal / Agência O Globo
Extra


Um homem foi baleado na manhã deste sábado durante troca de tiros na comunidade do Chapéu Mangueira, no Leme, na Zona Sul do Rio. Segundo a polícia, o confronto ocorreu por volta das 9h, quando policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) faziam o patrulhamento de rotina na mata da comunidade e um homem, identificado como Phelipe Silva de Lima Rodrigues, de 21 anos, atirou contra os militares. Ainda segundo a polícia, eles revidaram, e o homem foi baleado no tórax.

Uma pistola calibre 9mm, dois carregadores e uma granada foram apreendidos com Phelipe. Segundo a assessoria de imprensa da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, houve um princípio de tumulto na comunidade, e o policiamento foi reforçado com o efetivo de outras UPPs da região. Circulam informações entre moradores do bairro de que pode haver um protesto na região.

Ele foi levado para o Hospital municipal Miguel Couto. O estado de saúde de Phelipe é grave, mas estável. Ele passará por uma cirurgia. O caso está sendo registrado na 12ª DP (Copacabana).

No início da tarde, moradores do Chapéu Mangueira fizeram um prostesto na Avenida Princesa Isabel pela morte de Phelipe.

Pessoas protestam na Avenida Princesa Isabel Foto: Divulgação / Roney Lindoso via Twitter Lei Seca RJ


sábado, 31 de maio de 2014

TRÊS PESSOAS MORREM BALEADAS NO RIO


Do G1 Rio 31/05/2014 00h10

Três pessoas morrem baleadas na Baixada Fluminense. Duas morreram na hora e outra chegou a ser socorrida, mas não resistiu. DH da Baixada foi acionada. Tiros teriam partido de outro veículo



Três pessoas morreram baleadas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no início da noite desta sexta-feira (30). De acordo com o Batalhão de Caxias, ocorreu uma tentativa de assalto na rua Luis Carlos Silva Aveiro, no Bairro Jardim Vila Nova. 

Testemunhas contam que um motorista estava estacionando o carro próximo ao nº 45, conversando com duas adolescentes, quando um outro carro passou no local e seus ocupantes alvejaram as vítimas. Duas delas morreram na hora: o motorista e uma das adolescentes. A família da outra adolescente ainda tentou socorrer a vítima, mas ela não resistiu ao ferimento e morreu.

Equipes da Divisão de Homicídios da Baixada foram acionadas para a perícia. Segundo informações ainda não confirmadas, o motorista morto na tentativa de assalto dirigia um carro roubado. O autor dos disparos estava num veículo Vectra Prata. No momento dos tiros, houve correria pelo bairro. De acordo com testemunhas, uma das vítimas foi identificada como Nicolle Cléo, de aparentemente 17 anos.

terça-feira, 27 de maio de 2014

CONFRONTO ENTRE TRAFICANTES E POLICIAIS ASSUSTOU MORADORES DO ALEMÃO


Comandante das UPPS faz reunião para definir reforço durante a Copa. No Complexo do Alemão, confronto entre traficantes e policiais assustou moradores. Disparos ocorreram nas comunidades de Nova Brasília, Pedra do Sapo e Parque Alvorada


O GLOBO
Atualizado:27/05/14 - 12h09

Os policiais da UPP do Complexo do Alemão durante patrulhamento na região na manhã desta terça-feira Gabriel de Paiva / Agência O Globo


RIO - O comandante-geral das Unidades de Polícia Pacificadas, Frederico Caldas, está reunido com as suas equipes, na manhã desta terça-feira, para definir o reforço da segurança nas áreas com UPPs durante a Copa do Mundo. Na madrugada desta terça-feira, um intenso tiroteio entre policiais e traficantes assustou moradores do complexo de favelas do Alemão, na Zona Norte. O confronto teria ocorrido por conta de um ataque de bandidos contra a base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília.

Segundo relatos de moradores, os disparos também se prolongaram pelo Morro da Pedra do Sapo e na comunidade Parque Alvorada.

Policiais das UPPs do Adeus e da Rocinha foram deslocados para a região para reforçar o patrulhamento na área e fizeram blitzes em pontos estratégicos de acesso às comunidades, na Avenida Itaoca. Com medo dos tiros, pacientes e funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão se abrigaram dentro dos consultórios.

— Existe céu, mas isso é o inferno. Está assim desde as 23h — contou um policial, sem querer se identificar, apontando na direção da UPP da Nova Brasília.

Segundo informações da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), o tiroteio teria começado no fim da noite desta segunda-feira. Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília estavam em patrulhamento na localidade conhecida como Rua Sem Saída, quando se depararam com criminosos armados que atiraram contra os agentes. A polícia reagiu, e a ação se estendeu até o Largo da Sorveteria, onde os criminosos fugiram. Ainda de acordo com a coordenadoria, um pouco antes, estouros de fogos de artifícios foram ouvidos e um menor foi detido com nove bombas de fabricação caseira na Rua Nova. Ele foi levado para a 45ª DP (Alemão).

sábado, 17 de maio de 2014

NUNCA FOI TÃO FÁCIL SER ASSALTADO NO RIO

REVISTA VEJA 26/03/2014 - 17:43

Rio de Janeiro. Estado registrou, em janeiro, o maior número de casos dos últimos dez anos, com 13.876 roubos. Volume é 26% superior ao de janeiro de 2007, início do governo Cabral

Leslie Leitão, do Rio de Janeiro



Policial em posição durante operação no complexo da Maré, no Rio de Janeiro (Ricardo Moraes/Reuters)

As estatísticas de criminalidade – um instrumento poderoso para diferenciar o fato do boato, quando se discute segurança pública – trazem uma constatação alarmante para a população do Rio de Janeiro. O dado mais recente disponível para as autoridades policiais, reunidos pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio mostram que em janeiro de 2014 houve a maior incidência de roubos dos últimos dez anos. Somados todos os tipos de roubo (residência, coletivos, transeuntes, carros e celulares), o primeiro mês do ano da Copa do Mundo foi o mais perigoso dos últimos dez anos, com 13.876 registros – 30% a mais do que janeiro de 2007, quando José Mariano Beltrame assumiu a Secretaria de Segurança do governo Sergio Cabral. Naquele ano, janeiro teve um total de 10.993 ocorrências desse tipo.

Em outras palavras, nunca foi tão fácil ser assaltado no Rio, apesar dos avanços como a redução dos homicídios e outras modalidades de crime. Os roubos estão entre os delitos considerados prioritários pelo ISP e pela Secretaria de Segurança.

A revelação do ISP faz cair por terra o desafio lançado pelo coronel da Polícia Militar Frederico Caldas, o comandante das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). No último dia 10, para defender o programa, Caldas propôs uma comparação: "O Rio de Janeiro era um inferno há dez anos. Vamos olhar para trás. Não podemos esquecer o reflexo desse trabalho no asfalto", disse, para ressaltar a importância da política de pacificação para além das favelas ocupadas.

O site de VEJA foi atrás dos números sugeridos pelo coronel. O cenário não é favorável, como imaginava o oficial. Janeiro de 2014 também carrega o recorde negativo de roubo de automóveis dos últimos 81 meses: foram 3.226, impressionantes 65,9% de aumento em relação ao mesmo período de 2013. Se comparado ao ano de 2004 (2.673 veículos), como desafiou o comandante da PM, o aumento foi de 8%.

Para especialistas consultados pelo site de VEJA, a explicação para a explosão dessa modalidade de crime está, em primeiro lugar, no que parece ser a explicação óbvia: falta de policiamento de rua. O problema da limitação de efetivo nos batalhões da PM se acentuou após a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs): dos últimos 10.000 policiais militares que ingressaram na corporação, praticamente todos foram colocados dentro das favelas ocupadas. Outro problema é a falta de investigação para identificar e prender essas quadrilhas, esta uma falha da Polícia Civil. Como detectou o Ministério Público do Estado, houve uma diminuição considerável de investigações nos últimos anos. A explicação está no desgaste entre o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e a Polícia Civil, que teve a frente nos últimos três anos a delegada Martha Rocha – exonerada a pedido, em janeiro, para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).

Os números de assaltos a pedestres também são expressivos. No primeiro mês de 2004, quando a população do Rio de Janeiro era de 15,2 milhões de habitantes, 1.384 pessoas foram assaltadas nas ruas de todo o Estado, o que o ISP classifica como roubo a transeunte. No mesmo período de 2014 (população de 16,5 milhões), 6.490 assaltos foram registrados, um aumento de 368%.

Outro dado preocupante está nos coletivos. Janeiro de 2004 registrou o menor número de assaltos a ônibus neste período em dez anos, com 231 assaltos. A partir do ano seguinte os ataques foram subindo gradativamente até atingir o ápice no início de 2009, com 829. Desde então os dados do ISP indicaram quedas, atingindo 405 ano passado. Em 2014, porém, os números voltaram a subir e atingiram 594 ocorrências, ou seja, quase o triplo de uma década atrás. A boa notícia está nos ataques às residências, que em janeiro de 2004 registraram 165 e agora marcaram 123.

Assassinatos – O número de homicídios caiu consideravelmente na era Cabral/Beltrame. O governo atual assumiu com 526 mortes em janeiro de 2007. Esse volume caiu para 329 no mês de abertura de 2012. No ano passado, os homicídios voltaram a subir, com 397 casos em janeiro. Mas, no acumulado do ano, houve retrocesso: os homicídios ficaram em 4.700 casos no ano – mesmo volume de 2010. No primeiro mês deste ano, houve registro de 469 assassinatos, 72 a mais que no mesmo período de 2013 (crescimento de 18%).

Automóveis – Ao longo da última década, somente os meses de março de 2007 (3.381) e maio de 2006 (3.261) tiveram índices piores do que o registrado no começo deste ano (3.226). Outro dado interessante pinçado das estatísticas do ISP indica que a maior ação policial já registrada no País - a invasão dos complexos do Alemão e da Penha, em novembro de 2010 - fez o índice daquele mês ser o mais baixo em uma década, com apenas 1413 veículos roubados.

O número de veículos roubados vinha caindo desde o ano anterior. Em novembro de 2009, o total de carros e motos roubados chegou a 1.688. As ocorrências oscilaram entre 1.439 e 1.650 durante quase todo o ano de 2011 e voltaram a subir em fevereiro de 2012, atingindo 1.981 casos. Manteve-se, assim, o patamar até julho de 2013, quando novamente houve aumento gradativo desse tipo de crime, até os 2.893 roubos de dezembro.

O índice de janeiro de 2014 ( quando houve 3.226 casos) obrigou o próprio governador Sergio Cabral a fazer uma reunião de emergência no Palácio Guanabara para tratar da questão. Dali saiu a decisão de colocar em prática o plano do novo delegado da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Marcus Vinícius Braga, que reeditou antigas rondas noturnas durante três dias por semana.

O reflexo da ação ainda não pode ser percebido em fevereiro, mês em que o Estado atingiu 3.080 veículos roubados, o maior número para o mês em dez anos. Os dados de fevereiro ainda não foram computados pelo ISP.