O Rio de Janeiro é o espelho do Brasil. O que ocorre no Rio de Janeiro fatalmente se transmitirá em cadeia para os outros Estados da Federação. As questões de justiça criminal e ordem pública não fogem desta regra. Portanto, é estratégico manter a atenção, estudar o cenário, analisar as experiências e observar as políticas lá realizadas, ajudando no alcance dos objetivos. A solução desta guerra envolve leis duras e um Sistema de Justiça Criminal integrado, ágil, coativo e comprometido em garantir o direito da população à segurança pública.

terça-feira, 17 de junho de 2014

TELEFÉRICO FORA DE OPERAÇÃO APÓS CONFRONTO


Após confronto, teleférico do Alemão está fora de operação na manhã desta terça-feira. Segundo a SuperVia, técnicos fazem inspeção nos equipamentos devido ao tiroteio

POR GISELLE OUCHANA
O GLOBO  17/06/2014 8:14

O teleférico do Complexo do Alemão - Domingos Peixoto / Agência O Globo



RIO - O Teleférico do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, não está em funcionamento na manhã de terça-feira. Segundo a SuperVia, concessionária que administra o serviço, técnicos fazem inspeção nos equipamentos devido ao tiroteio que ocorreu na noite desta segunda-feira na região. Ainda segundo a empresa, a medida está sendo adorada para garantir a segurança dos passageiros e a eficiência operacional do sistema. A SuperVia não informou se algum tiro atingiu o Teleférico. Em dias úteis, o aparelho funciona entre 6h e 21h. A passagem é gratuita para os moradores da comunidade que são cadastrados. Por dia, o teleférico transporta cerca de 12 mil pessoas.

Na noite desta segunda-feira, policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília entraram em confronto com traficantes pelo menos cinco vezes, segundo informações da Polícia Militar.

O primeiro confronto aconteceu pouco antes das 18h, quando PMs que faziam um patrulhamento de rotina foram recebidos a tiros pelos criminosos no Largo da Vivi. No início da noite, os militares foram surpreendidos novamente pelo bando, numa região conhecida como Largo do Samba. Durante buscas na região, outros três confrontos foram registrados: no Largo do Terço, na Alvorada, e em frente a igreja de Nova Brasília.

De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), todos os confrontos foram rápidos e nenhum policial ficou ferido. A região recebeu reforço de outros batalhões, e também de homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

CASAL É EXECUTADO COM 40 TIROS EM JACAREPAGUÁ

JORNAL EXTRA 16/06/14 11:14

Casal é executado a tiros na Gardênia Azul Foto: Thiago Lontra / Extra


Extra


Um casal foi morto com pelo menos 40 tiros, por volta das 10h deste sábado, na comunidade da Gardênia Azul, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Juliana Sales Oliveira, de 27 anos, e um homem identificado como André Zóio, estavam num Honda Civic prata, quando foram abordados por pelo menos três homens que estavam num Fiat Doblo prata.

A informação chegou por meio do WhatsApp do EXTRA (21 99809-9952 e 21 99644-1263). Um morador que não quis se identificar contou que os assassinos estavam aguardando André desde as 8h. Na hora do crime, ele levava a mulher para o trabalho, mas foi atingido na esquina das ruas Anona com Acapori:

— Eles jogaram o carro de frente para o dele e desceram. Dois de boné saíram pelo lado direito do carro com fuzil na mão. Foram duas ou três rajadas de tiros. Dizem que o André era miliciano. Eu sempre o via sentado no bar.

Juliana Sales Oliveira era namorada de André Zóio Foto: Reprodução Facebook



— Ele era um miliciano da região — contou um policial militar que também preferiu não se identificar.

A Divisão de Homicídios assumiu as investigações, mas, ainda não confirmou se o crime tem a ver com a disputa de milicianos.

A comunidade Gardênia Azul sofre com a disputa de grupos ligados à milícia. O ex-vereador Cristiano Girão está preso desde 2009 por chefiar a milícia na região.

Juliana Sales Oliveira estava com namorado André Zóio Foto: Reprodução Facebook



ELE PEDIU PARA NÃO MORRER

JORNAL EXTRA 16/06/14 11:00

‘Ele pediu para não morrer’, diz pai de menino baleado durante confronto entre policiais e bandidos na Cidade de Deus

O pai de Lucas, Paulo Pereira, foi no IML na manhã desta segunda-feira Foto: Cíntia Cruz

Cíntia Cruz


O pai do menino morto neste domingo durante confronto entre policiais e bandidos na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, contou que o filho pediu para não morrer enquanto era socorrido por uma vizinha da família. O servente Paulo Pereira de Farias, de 38 anos, disse que Lucas Farias Canuto, de 13, saiu de casa por volta do meio-dia junto com o irmão mais novo, de 11, até a residência de uma tia na comunidade. Eles foram buscar um pilão para a mãe de Lucas socar pimenta num tempero do almoço. Lucas também aproveitaria para ficar mais tempo na casa da tia fazendo um trabalho da escola porque lá tem internet.

Paulo Pereira só soube do ocorrido quando seu filho mais novo voltou para casa contando o que tinha acontecido. Uma vizinha deles fez o primeiro socorro. O corpo de Lucas ainda está no Instituto Médico Legal (IML) aguardando liberação.

- Ela (a vizinha) contou que ele pediu para não morrer - contou Paulo, emocionado.

Lucas foi levado para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus por policiais da UPP. Em seguida, o menino foi transferido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra, onde chegou em estado gravíssimo e morreu durante uma cirurgia. De acordo com a assessoria de imprensa da UPP, o policiamento foi reforçado na comunidade e buscas estão sendo feitas para identificar e prender os criminosos.

Lucas de 13 anos morreu durante confronto entre policiais e traficantes na Cidade de Deus Foto: Arquivo pessoal

segunda-feira, 9 de junho de 2014

FORÇA DE PACIFICAÇÃO E MORADORES ENTRAM EM CONFRONTO NA MARÉ

O DIA 09/06/2014 12:36:12


Militares teriam sido atacados por bandidos e pessoas que participavam de uma festa na comunidade nesta madrugada




Rio - Militares da Força de Pacificação entraram em confronto com moradores e traficantes da Nova Holanda, no Complexo da Maré, na madrugada desta segunda-feira. De acordo com informações, homens da FPac Maré realizavam patrulha no local quando foram recebidos com paus, pedras e bombas caseiras por um grupo que participava de uma festa próximo ao Ciep Elis Regina. Bandidos, que estavam numa laje, aproveitaram a confusão e fizeram disparos contra os soldados.

Em nota, a Força de Pacificação esclareceu que a confusão começou depois que uma tropa que fazia patrulhamento na região foi hostilizada por “um grande número de populares que arremessou sobre a tropa pedaços de pau e de tijolos, pedras, garrafas e artefatos explosivos, conhecidos popularmente como 'cabeção de nego'".

Segundo a nota, homens posicionados em cima de lajes também fizeram disparos com armas de fogo contra os militares, que revidaram com tiros de espingarda de calibre 12. Os militares também admitem ter feito disparos de advertência para o alto, na tentativa de acabar com o tumulto. Ninguém foi preso ou ficou ferido durante o confronto. Por volta das 4h, homens do Exército determinaram o fim da comemoração, alegando dar segurança às pessoas que estavam na festa.

As 15 favelas que compõem o Complexo da Maré estão patrulhadas desde o dia 5 de abril último por 2,5 mil homens do Exército e dos Fuzileiros Navais, com apoio de 200 policiais militares até o dia 31 de julho. A prorrogação da ocupação poderá ser estender até o final do ano. A região da Maré tem 10 quilômetros quadrados de área e 130 mil habitantes.

Com informações da Agência Brasil

FORÇA DE PACIFICAÇÃO É ATACADA POR MORADORES E TRAFICANTES


Força de Pacificação da Maré é atacada por moradores e traficantes durante festa na região. Suspeitos atiraram de cima de lajes contra os militares

POR ALESSANDRO LO-BIANCO /
O GLOBO 09/06/2014 6:29 



RIO — O Comando da Força de Pacificação Maré (FPac Maré) entrou em confronto com bandidos nas imediações do CIEP Elis Regina, na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na madrugada desta segunda-feira, após ser atacado por populares durante uma festa na região.

De acordo com os militares, a tropa que estavam em um veículo foi hostilizada por grande número de moradores que arremessaram sobre a tropa pedaços de pau e de tijolos, além de pedras, garrafas e artefatos explosivos conhecidos como “cabeção de nego”. Disparos também foram feitos de lajes por suspeitos que seriam integrantes de uma organização crimonosa que atua na região.

Segundo os militares, a tropa foi reforçada e respondeu à agressão usando munição calibre 12. De acordo com a Força de Pacificação, houve a necessidade de efetuar disparos de advertência para o alto. Visando a proteger a população que se encontrava no local, por volta das 4h, homens do Exército determinaram o encerramento da festa. O tumulto foi controlado no início da manhã desta segunda-feira, e não houve feridos.

domingo, 1 de junho de 2014

TIROTEIO NA ROCINHA TERMINA COM UM MORTO E DOIS MORADORES FERIDOS

EXTRA 31/05/14 19:02

Policiais junto a homem baleado em tiroteio na Rocinha Foto: foto de leitor / via WhatsApp

Extra


Um tiroteio entre traficantes e policiais militares no início da tarde deste sábado terminou com um morto na Rocinha, em São Conrado. Segundo o comando das UPPs, “PMs da unidade estavam em patrulhamento na localidade conhecida como Beco 199, quando criminosos armados atiraram contra os agentes”. Segundo a corporação, com Josiel Rafael Silva, de 43 anos, foi encontrada uma submetralhadora calibre 9mm. Ele foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos. Uma mulher foi detida ao tentar retirar a arma apreendida das mãos dos policiais. O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon).

Durante o tiroteio, dois moradores da localidade foram atingidos por balas perdidas. Iolanda Ferreira da Silva, de 42 anos, ficou ferida no pé direito e Jefferson de Oliveira, de 20, foi atingido por um tiro de raspão no ombro. Os dois foram encaminhados para o Miguel Couto.

Após o primeiro confronto, tiros foram ouvidos em outros pontos da comunidade. Uma ação de varredura está sendo realizada e a região recebe o apoio de agentes de outras UPPs, do Grupamento de Intervenções Táticas (GIT) das UPPs, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e de policiais do 23ª BPM.

Pelo WhatsApp do EXTRA (21 99809 9952/ 99964 1263), estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na Gávea, falam do confronto.

— Estou em sala de aula, mas dá para ouvir perfeitamente o barulho dos disparos - relatou um aluno, que não quis ser identificado.

TIROTEIO, UM FERIDO, PISTOLA E GRANADA APREENDIDOS

EXTRA 31/05/14 14:40

Tiroteio deixa homem ferido no Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio


Troca de tiros deixa um homem ferido no Chapéu Mangueira Foto: Luciana Paschoal / Agência O Globo
Extra


Um homem foi baleado na manhã deste sábado durante troca de tiros na comunidade do Chapéu Mangueira, no Leme, na Zona Sul do Rio. Segundo a polícia, o confronto ocorreu por volta das 9h, quando policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) faziam o patrulhamento de rotina na mata da comunidade e um homem, identificado como Phelipe Silva de Lima Rodrigues, de 21 anos, atirou contra os militares. Ainda segundo a polícia, eles revidaram, e o homem foi baleado no tórax.

Uma pistola calibre 9mm, dois carregadores e uma granada foram apreendidos com Phelipe. Segundo a assessoria de imprensa da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, houve um princípio de tumulto na comunidade, e o policiamento foi reforçado com o efetivo de outras UPPs da região. Circulam informações entre moradores do bairro de que pode haver um protesto na região.

Ele foi levado para o Hospital municipal Miguel Couto. O estado de saúde de Phelipe é grave, mas estável. Ele passará por uma cirurgia. O caso está sendo registrado na 12ª DP (Copacabana).

No início da tarde, moradores do Chapéu Mangueira fizeram um prostesto na Avenida Princesa Isabel pela morte de Phelipe.

Pessoas protestam na Avenida Princesa Isabel Foto: Divulgação / Roney Lindoso via Twitter Lei Seca RJ