O Rio de Janeiro é o espelho do Brasil. O que ocorre no Rio de Janeiro fatalmente se transmitirá em cadeia para os outros Estados da Federação. As questões de justiça criminal e ordem pública não fogem desta regra. Portanto, é estratégico manter a atenção, estudar o cenário, analisar as experiências e observar as políticas lá realizadas, ajudando no alcance dos objetivos. A solução desta guerra envolve leis duras e um Sistema de Justiça Criminal integrado, ágil, coativo e comprometido em garantir o direito da população à segurança pública.

sábado, 29 de novembro de 2014

MILITAR DA FORÇA DE PACIFICAÇÃO LEVA UM TIRO NA CABEÇA E MORRE




Do G1 Rio 28/11/2014 19h34

Vídeo mostra socorro a militar após levar tiro na cabeça na Maré. Nome do ferido e hospital para onde foi removido não foram informados. Força de Pacificação está na Maré desde o dia 5 de abril.






Um vídeo divulgado pelo RJTV mostra um militar do Exército no momento em que é socorrido após ser baleado na cabeça enquanto fazia um patrulhamento no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, nesta sexta-feira (28). Também na região, um blindado caiu num canal em outro ataque de criminosos.

O veículo blindado da Força de Pacificação que estava em patrulhamento na Região do Conjunto Esperança recebeu tiros de supostos envolvidos com facções criminosas.


Segundo a assessoria de imprensa da Força de Pacificação, os policiais responderam aos disparos e, ao manobrar o veículo, colidiram com o meio-fio e caíram no Canal da Avenida 2. O militar ferido recebeu os primeiros-socorros e foi levado para o hospital para receber cuidados médicos. O veículo não sofreu maiores danos. Um rádio transmissor foi apreendido.

O nome do ferido e o hospital para onde ele foi removido não foram informados pela Força de Pacificação por motivo de segurança.

Blindado perdeu o controle após ataque na Maré (Foto: Reprodução / Globo)

Ocupação desde abril


A Força de Pacificação está na Maré desde o dia 5 de abril, quando 2,7 mil militares ocuparam 15 comunidades do conjunto de favelas. Mas os confrontos têm sido frequentes. Desde o início da ocupação, mais de 400 pessoas foram presas e 158 menores apreendidos. Nas operações de combate ao tráfico, além de drogas, os militares também apreenderam veículos, motos, armamento e munição.


 Do G1 Rio 29/11/2014 13h25

Após morte de cabo, Pezão quer pedir permanência de Exército na Maré, Rio. Governador do RJ afirmou que pretende conversar com a presidente. Força de Pacificação está na Maré desde o dia 5 de abril.



Michel Mikami era de Vinhedo, no interior de São
Paulo (Foto: Reprodução / Facebook)

O governador Luiz Fernando Pezão afirmou neste sábado (29) que pretende conversar com a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que a Força de Pacificação permaneça no Complexo da Maré após dezembro, prazo inicialmente previsto. Segundo Pezão, por conta da dificuldade que a comunidade representa, a ideia é que a Força de Pacificação continue ocupando a região até que novos policiais militares se formem no Rio.

"Uma comunidade ao lado da Avenida Brasil, da Linha Vermelha, perto do Galeão, que tinha um nível de violência inimaginável. Uma região que o tráfico dominou por mais de 30 anos. Isso mostra a dificuldade que nós temos. E, se não fosse essa parceria com a presidenta Dilma e as Forças Armadas, dificilmente conseguiríamos ter êxito na nossa política de pacificação", ressaltou o governador, durante inauguração das obras de ampliação do sistema de abastecimento de água de Piraí.

De acordo com o governador, com o apoio da Força de Pacificação na Maré, os policiais militares poderão continuar reforçando os batalhões do interior do estado. Pezão garantiu ainda que mais mil PMs serão formados até o fim deste ano.

Pesar da presidente

A presidente da República Dilma Rousseff também expressou seu pesar por meio de nota. O comunicado ressaltou que o militar "morreu no cumprimento do dever, na missão de pacificação empreendida pelo Exército Brasileiro". "Quero expressar minha dor e minha solidariedade à família e aos amigos de Michel", disse a presidente.

Ocupação desde abril

A Força de Pacificação está na Maré desde o dia 5 de abril, quando 2,7 mil militares ocuparam 15 comunidades do conjunto de favelas. Mas os confrontos têm sido frequentes. Desde o início da ocupação, mais de 400 pessoas foram presas e 158 menores apreendidos. Nas operações de combate ao tráfico, além de drogas, os militares também apreenderam veículos, motos, armamento e munição.

Militares se preparam para participar de operação da PM na Maré (Foto: Mariucha Machado/G1)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

SARGENTO DA MARINHA GUARDAVA ARSENAL DE GUERRA DO TRÁFICO

Do G1 Rio 27/11/2014

Sargento da Marinha é preso com fuzis e metralhadoras do tráfico. Paiol foi encontrado na casa dele, em Padre Miguel. Material pertencia ao tráfico e drogas da comunidade Vila Vintém.





O sargento da Marinha Jerônimo Ronaldo Severino Pereira, de 42 anos, foi preso, nesta quinta-feira (27), por policiais da 6ª DP (Cidade Nova). Na garagem de sua casa, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, foram encontrados 10 fuzis, duas metralhadoras, nove pistolas e muitas munições. O material pertencia ao tráfico e drogas da comunidade Vila Vintém.

Material pertence ao tráfico e drogas da comunidade Vila Vintém (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Armas foram apreendidas na garagem do sargento da Marinha (Foto: Divulgação/Polícia Civil) 

sábado, 22 de novembro de 2014

POLICIAIS SÃO ATACADOS EM SEGUNDO DIA DE TIROTEIO NA ROCINHA

O DIA 22/11/2014 17:31:31

Policiais são atacados em segundo dia seguido de tiroteio na Rocinha. O pedido de encerramento de um baile onde estariam sendo vendidas drogas teria sido o estopim para o confronto armado

Nonato Viegas



Rio - Durou cerca de meia-hora a troca de tiros entre PMs da UPP da Rocinha e traficantes, na tarde deste sábado. É o segundo dia seguido de confronto. Não há informação de feridos, e equipes do Bope estão no local, fazendo varredura na região conhecida como Terrerão. Segundo informações da Coordenadoria das UPPs, traficantes chegaram a usar granadas contra os policiais, que pediram reforço.

O troca de tiros ocorreu quando oito PMs faziam patrulhamento a pé na Rua 1, Terrerão, quando foram atacados por bandidos armados por volta das 15h30.

Segundo a reportagem apurou, haveria um baile no local, e traficantes aproveitariam o evento para vender drogas. A Coordenadoria das UPPs, no entanto, informa que a unidade local não foi procurada com pedido de autorização para a realização do baile.


Tiroteios têm sido constantes na comunidade Foto: Foto: Fabio Gonçalves / Arquivo Agência O Dia

O confronto começou, segundo testemunhas, quando os policiais determinaram o desarme das caixas de som, que já começavam a ser instaladas.

O Bope ocupará a Rocinha até pelo menos domingo de manhã. Há relatos de que tem havido frequentes trocas de tiro entre PMs e traficantes.

Na sexta-feira, pela manhã, também houve tiroteio e o comércio fechou as portas. Em artigo publicado na edição de sábado do DIA , o coordenador do Movimento Popular de Favelas, William de Oliveira, afirmou que, morando há 43 anos na Rocinha, nunca ouviu tantos tiros diários na favela.


"O tiroteio voltou a fazer parte da rotina de uma das maiores favelas do Brasil", escreveu.

Até o fechamento desta reportagem, a Coordenação das UPPs não se pronunciou sobre o aumento dos confrontos entre PMs e traficantes no local.

Imprensa é recebida a tiros

Uma equipe de reportagem do jornal 'O Globo' foi recebida a tiros na manhã desta sexta-feira na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul.

Os jornalistas chegavam ao local para fazer uma matéria sobre desapropriações provocadas pelo alargamento de uma via na comunidade, parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2).




O Dia 22/11/2014 00:06:05

William de Oliveira: Rocinha em pé de guerra

Moro na Rocinha há 43 anos e nunca ouvi tantos tiros diários desde a guerra vivenciada em 2004, com a disputa de facções rivais



Rio - Moro na Rocinha há 43 anos e nunca ouvi tantos tiros diários desde a guerra vivenciada em 2004, com a disputa de facções rivais. O tiroteio voltou a fazer parte da rotina de uma das maiores favelas do Brasil. Sei que isso não acontece só na Rocinha, porque leio os jornais e acompanho os relatos de moradores da Maré, do Alemão e de outras comunidades consideradas “pacificadas”. No dia 13, completou três anos da pacificação e também de mais uma semana inteira de violência na Rocinha.


Não é fácil viver no meio de uma guerra travada como essa. O que devemos fazer para levar nossos filhos à escola? O que devemos fazer pra ter mais segurança? Como vamos sair para trabalhar? Escolas e creches não abrem. Equipamentos comunitários, comércio e instituições públicas também não.


É difícil acordar com o som do helicóptero, logo após os tiros e os fogos. A trilha sonora do horror ainda inclui os latidos de cachorros, a gritaria das crianças e, às vezes, alguns gritos de adultos. Sinto minha casa tremer com a passagem dos helicópteros dando seus voos rasantes pelas nossas lajes. Graças a Deus não houve uma tragédia maior. Não quero imaginar o que aconteceria se um deles caísse em cima das casas.


Para se andar pelos becos e vielas da favela é preciso estar com o alerta ligado todo tempo, independente de o céu estar repleto de estrelas ou infestado de balas traçantes. Depois do tiroteio, se ninguém foi alvejado por uma bala perdida, chega a hora de calcular os prejuízos, de contar os furos nas paredes, nas portas e nos produtos expostos dentro das lojas, que foram destruídos. Até hoje, ninguém pagou esse prejuízo.


Ao andar pelas ruas da minha comunidade, fico assustado com as dificuldades da vida do morador de favela. Fico me perguntando o porquê de tanta desigualdade. Durmo sem luz e acordo sem água no meio do tiroteio sem poder sair de casa. A Rocinha está ocupada desde 13 de novembro de 2011. Mas a pacificação ainda é um sonho distante. Além disso, o trabalho precisa ir mais além. Precisa incluir investimento na educação, em saneamento e na criação de oportunidades para a transformação social. É impossível resgatar a cidadania e trazer a paz para lugares abandonados por décadas apenas usando a força policial.


William de Oliveira é coordenador do Movimento Popular de Favelas

domingo, 26 de outubro de 2014

ELEITORES FICAM SEM TRANSPORTE APÓS MORTES E ÔNIBUS INCENDIADOS NO RJ

DO G1 26/10/2014 12h28


Confronto entre policiais e traficantes deixou quatro mortos em Cabo Frio. Dois ônibus foram incendiados; três fuzis e drogas foram apreendidos.


Heitor Moreira Do G1 Região dos Lagos



Após morte de traficantes, ônibus particular foi incendiado no bairro Guarani (Foto: Heitor Moreira/G1)

Quem precisou do transporte público para votar em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, foi pego de surpresa com a falta de ônibus na cidade. Motoristas da empresa Salineira, a única que presta serviço no município, resolveram tirar os coletivos de circulação após ataques a ônibus na madrugada e na manhã deste domingo (26). Dois coletivos foram incendiados, um às 5h30 da madrugada e outro às 7h30, após quatro traficantes morrerem durante confronto com policiais na Favela do Lixo, na comunidade Manoel Corrêa. Linhas intermunicipais, que atendem a municípios vizinhos da Região dos Lagos, também não estão circulando e alguns usuários desistiram após horas de espera no ponto.

"Eu estou aqui há a mais de três horas. Trabalho em Arraial do Cabo e até agora nada de ônibus e nem tenho como votar", disse um passageiro que não quis se identificar.


Coletivo foi incendiado por volta das 7h30 da
manhã (Foto: Heitor Moreira/G1)

A empresa Salineira explicou que os rodoviários ficaram com medo e decidiram voltar à garagem como medida de segurança. De acordo com o comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Ruy França, uma denúncia anônima informou que um baile funk estava acontecendo na Favela do Lixo. Homens estariam armados com fuzis e coletes balísticos. Ainda segundo a denúncia, várias pessoas estavam consumindo drogas no local.

Após a informação, o comando da PM decidiu montar uma operação. Cerca de 20 policiais foram em direção à comunidade. O comandante informou ainda que assim que chegaram, traficantes os receberam com vários tiros. A polícia revidou e começou uma intensa troca de tiros.


Três fuzis, pistolas e drogas foram apreendidos
com traficantes (Foto: Eduander Silva/Arquivo)

Quatro traficantes foram mortos, sendo um deles considerado como chefe do tráfico de drogas no local. Foram apreendidos três fuzis, duas pistolas, um colete balístico, carregadores de fuzil e pistola, cápsulas de cocaína, um rádio transmissor e diversos celulares.

O policiamento foi reforçado na cidade. O material apreendido foi levado para a delegacia em Cabo Frio. Os corpos dos quatro traficantes foram encaminhados para o Instituto Médico Legal do município.

Troca de tiros terminou em uma grande área aberta próxima as dunas (Foto: Eduander Silva/Arquivo pessoal)

Dois ônibus foram incendiados

Por volta das 5h30 deste domingo (26), um ônibus que fazia a linha Cabo Frio x Armação dos Búziosfoi incendiado no terminal da principal praça do bairro São Cristovão, um dos mais movimentados da cidade. A polícia acredita que o incêndio foi uma retaliação pela morte dos quatro traficantes.

Às 7h30, um outro ônibus foi incendidado no bairro Guarani, localidade vizinha. Com placa de Cabo Frio, o veículo era particular e estava estacionado ao lado de uma garagem utilizada para guardar ônibus de empresas particulares. De acordo com testemunhas, o coletivo incendiado fazia excursões de igrejas na região.


Ônibus que fazia a linha Cabo Frio x Búzios foi
incendiado as 5h30 (Foto: Eduander Silva/Arquivo)

Funcionários têm medo, diz empresa

A assessoria da Salineira informou que apoia a decisão dos rodoviários que, assustados, decidiram parar de circular com os ônibus. A empresa disse ainda que chegou a garantir o transporte de algumas urnas para as seções eleitorais, com ônibus escoltados pela Polícia Militar.

Até as 11h deste domingo, diretores da empresa estavam reunidos com os rodoviários e aguardam uma posição do 25ºBPM para que os ônibus voltem a circular normalmente, garantindo a segurança dos funcionários e usuários do transporte coletivo.

domingo, 28 de setembro de 2014

UPP: NÃO ACHO A POLÍTICA UMA GUERRA


Luiz Fernando Pezão: governador é candidato a reeleição pelo PMDB
Luiz Fernando Pezão: governador é candidato a reeleição pelo PMDB Foto: Simone Marinho / O Globo

‘Não acho a política uma guerra’, diz Pezão

Guilherme Amado

Apoiado por Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão (PMDB) assumiu o cargo em abril. Mas, por ter sido o braço direito de seu antecessor, cabe a ele defender cada gesto do ex-governador. Em entrevista ao EXTRA, foi aplicado. Assinou embaixo do valor gasto no Maracanã, referendou a polêmica composição do conselho da agência reguladora dos transportes e disse que as UPPs estão no rumo certo. Mas não apontou nenhuma proposta concreta para melhorar a transparência pública, medida fundamental para combater a corrupção.

O senhor foi secretário do governo Rosinha. Não é incoerente que, agora, o senhor critique ela e o marido?
Respeito os dois. Tive parcerias. Vim para o governo da Rosinha, fui secretário durante dois meses em 2006 para tentar ajudar na governabilidade, no relacionamento com os prefeitos. Fui presidente da associação de prefeitos, e sempre foi uma prática minha cuidar dos movimentos municipalistas. Eu critico as políticas públicas que deram errado, que não tinham a minha visão.

Por que não se insurgiu na época e deixou, então, o governo?
Saí com dois meses e fui ser candidato a vice-governador com o Sérgio Cabral.

Mas o senhor saiu para ser candidato com o apoio deles.
Tive o apoio, como o Sérgio também teve do PMDB. Mas vim pelos meus méritos.

Lindberg Farias disse que o senhor seria um governador manipulado por Cabral, Jorge Picciani e Eduardo Cunha.
Lamento. Lindberg foi um senador apoiado por nós, por esse grupo que ele critica hoje.

Caso ele não vá para o segundo turno, pedirá seu apoio?
Do Lindberg, não. Vou conversar com o PT. Converso com os partidos. Eu não acho a política uma guerra.

Em agosto, foram registrados oito mil roubos de rua. São 11 por hora no estado. Como diminuir isso?
Temos que discutir o Código Penal. Lamento que os meus adversários não tenham feito isso no Congresso. Chegam agora cheios de propostas, dois senadores e um deputado federal. A gente tem prendido... batemos recordes de prisões em agosto, na história do ISP, mais de três mil prisões. Só que está aí o tráfico, recrutando cada vez mais menores, gente que tem ficha limpa, para assaltos.

Mas, se aumentam as prisões e a taxa de roubos, a solução não seria outra?
Vamos colocar até o fim do ano mais 1.600 PMs nos batalhões. Abri concurso para mais seis mil. Vou ajudar as cidades a equipar centros de comando e controle próprios, o que tem gerado resultados, e melhorar a integração com as guardas municipais.

Temos PMs de UPPs corruptos e que estupram. No que os policiais das UPPs se diferem do restante da PM?
Eles têm uma formação diferente. A gente está mudando a cultura da Polícia Militar, que teve sua história preparada para a guerra. Não podemos julgar dez mil policiais que estão em UPPs hoje por causa de 50 ou cem que se desviaram. Vamos fazer a academia das UPPs.

A academia das UPPs é prometida desde 2011. O que faz o eleitor acreditar agora que ela realmente sairá do papel?
O governo é um carro em movimento, ainda há uma série de ações que a gente tem que fazer. Mas vamos fazer.

A UPP não precisava ser consolidada antes de avançar?
Acredito que a gente está no caminho certo. A gente enfrentou as dificuldades.

O Rio tem R$ 4,2 bilhões de orçamento em Saúde durante todo o ano. Considerando que só o Maracanã custou R$ 1,2 bilhão, o que houve? Pouco para a Saúde ou muito para o Maracanã?
O estádio foi sede da Copa do Mundo, vai servir para as Olimpíadas, tem a maior taxa de utilização no Brasil. A gente fez o investimento na Saúde. Em quatro anos são quase R$ 16 bi. O Maracanã merecia isso.

As UPAs passam por problemas semelhantes à toda a rede pública, como falta de médicos e longas esperas. Como reverter isso?
Contratar médicos e botar a gestão sob organização social (OS). Estamos fazendo as duas coisas. As OSs facilitam a contratação de especialistas, e os médicos que faltam podem ser demitidos. Quero criar UPAs específicas, uma só de pediatria, por exemplo. Eu vou fazer os municípios terem consórcio de saúde e terem atenção básica à saúde. Vou fazer um programa forte. Eu fiz e vou fazer. Outra parceria que estamos fazendo é reabrir a Santa Casa.

Cabral indicou como conselheiro da agência reguladora dos trens e do metrô Arthur Vieira Bastos, ex-tesoureiro do PMDB. Ele hoje fiscaliza empresas que doaram para ele no PMDB. Vai mexer na composição da Agetransp?
Não. Não vou mudar porque os conselheiros foram escolhidos, os seus nomes o governador escolhe e submete à Assembleia Legislativa. Eles foram aprovados.

Mas quem escolheu foi o ex-governador Cabral.
Ele escolheu, submeteu à Assembleia. O Arthur tem competência. Todos os processos do estado passavam pela mão dele. Seguimos a lei. Nunca houve tanta multa.

O senhor prometeu pôr o Rio em primeiro lugar no ranking nacional do Índice de Educação Básica (Ideb), que avalia a qualidade do ensino. Como?
Vou continuar a investir na Educação, valorizar o professor, valorizar a rede de apoio. Construir novas escolas. Botar ensino médio com ensino profissionalizante. Quero também investir em mais centros de vocação tecnológica e na Faetec.

O valor das multas não é baixo? A multa para o caos de janeiro, quando o sistema de trens parou, foi de R$ 868 mil.
Não sei o valor de multa. Isso, os órgãos de fiscalização submetem e eu aprovo, e eu só sanciono. Eu sei que a gente segue estritamente a lei. A Agetransp é um órgão que está cada vez mais formando mais seus técnicos, melhorando para fiscalizar cada vez mais os transportes concedidos.

O senhor tem alguma proposta concreta para melhorar a transparência?
Não. Sou a favor de continuar a melhorar, a colocar todos esses instrumentos à disposição da população pra nos cobrar e nos fiscalizar cada vez mais.

De 2011 a 2013, o governo do Rio de Janeiro gastou R$ 831 milhões em publicidade. Por que tanto?
A gente vê no que o estado se comunicar se comunicar. Uma operação da Lei Seca, campanhas na Saúde, principalmente da dengue. Eu acho que é um gasto razoável para um governo que tem um orçamento de R$ 84 bilhões , como o deste ano. Nós não estamos nada diferente. Eu procurei até ver esses dias, eu estava vendo que o governo da Bahia gasta até mais do que o Rio.

Nem sempre o dinheiro é para campanhas de interesse público. O ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes e o subsecretário de Comunicação Social Ricardo Cota foram condenados por usar dinheiro da Saúde em propaganda.
O dinheiro foi usado pra campanha de saúde, e houve uma falha na defesa, a gente recorreu, e eu tenho certeza que serão comprovados os gastos. Houve uma falha na defesa, mas os gastos foram feitos em campanhas de saúde.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/brasil/eleicoes-2014/nao-acho-politica-uma-guerra-diz-pezao-14069274.html#ixzz3Ece9wlre

sábado, 20 de setembro de 2014

MANGUEIRA VAI REABRIR QUADRA APÓS FIM DE SEMANA DE CONFRONTOS

JORNAL EXTRA 19/09/14 10:17



Quadra foi fechada no último sábado 14/09/2014 Foto: Fábio Guimarães / Extra


Igor Ricardo


Depois de ter cancelado a disputa de samba no último fim de semana por causa da guerra do tráfico, a Mangueira enviou comunicado afirmando que neste sábado ocorrerá normalmente a festa. A regra permanece a mesma da que foi adiada, com nove sambas se apresentando, em que três serão cortados pelos jurados. Na manhã desta sexta-feira, funcionários da agremiação realizaram trabalho de lavagem do espaço.

- Estão lavando e preparando toda a quadra para a noite de amanhã (sábado). A equipe trabalha forte para deixar tudo em seu lugar. Estamos afinando os detalhes e preparando uma belíssima noite de samba - afirmou Junior Schal, diretor de carnaval da Mangueira.


Funcionários preparam quadra da Mangueira para festa neste sábado Foto: Junior Schall

No último sábado, a festa foi cancelada por causa da guerra de traficantes no Morro. A decisão de cancelar o evento foi tomada pelo presidente da escola de samba, Chiquinho da Mangueira.

- Achei prudente não continuar diante do problema no alto do morro. Foi uma decisão minha para preservar a todos - afirmou Chiquinho, no último domingo, que frisou: - Esse clima não tem atrapalhado em nada os nossos ensaios.


 Mangueira afirmou que vai reabrir espaço neste sábado Foto: Picasa / Fernando Azevedo / Divulgação

Na ocasião, por volta das 20h, policiais da UPP da localidade trocaram tiros com traficantes na região conhecida como Candelária, que fica na parte baixa da comunidade, levando tensão a moradores e frequentadores. Durante a tarde de sábado, uma feijoada ocorreu normalmente na quadra da Verde e rosa.


Disputa na Mangueira após morte de Tuchinha


Mangueira cancelou a festa por causa de problema de segurança pública Foto: Reprodução Facebook

Moradores relatam que os confrontos na região se intensificaram após a morte do ex-traficante Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha. Ex-chefe do tráfico na Mangueira nas décadas de 1980 e 1990, Tuchinha foi assassinado no dia 2 deste mês, a tiros e golpes de faca. Ele foi surpreendido por dois homens numa moto, na Rua da Prata, um dos acessos à comunidade, quando esperava seu carro, um Land Rover Discovery avaliado em R$ 110 mil, ser lavado.

Desde 2011 Tuchinha trabalhava de carteira assinada na ONG AfroReggae. Sua função era incentivar jovens a deixar o mundo do crime, por meio de palestras motivacionais. A Divisão de Homicídios investiga a morte do ex-traficante.

Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/mangueira-vai-reabrir-quadra-apos-fim-de-semana-de-confrontos-13983670.html#ixzz3Drq9CWyU

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

MORRE COMANDANTE DA UPP DO ALEMÃO BALEADO COM CONFRONTO COM BANDIDOS

JORNAL EXTRA , 11/09/14 23:39


O comandante foi baelado durante um confronto com bandidos


Extra

A violência em Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) fez nesta quinta-feira a sua primeira vítima entre oficiais da PM: o capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, comandante da UPP Nova Brasília, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, morreu após ser atingido por um tiro no peito. O confronto foi na localidade conhecida como Largo do Vivi e começou por volta de 17h30, durando aproximadamente 30 minutos.

O policial foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo do Alemão e, em seguida, para o Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha. Segundo a direção da unidade de saúde, o comandante foi levado para o centro cirúrgico, onde passou por uma cirurgia no tórax, mas não resistiu aos ferimentos.

O policial foi levado para o Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu Foto: Rafael Moraes / Extra



O capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos Foto: Foto do leitor / Via WhatsApp



Um áudio gravado por um PM, que circulou por redes sociais de policiais e foi enviado ao WhatsApp do EXTRA (21 99644-1263 e 21 99809-9952), relata a situação tensa na Nova Brasília no momento em que o capitão foi baleado. “O mundo está se acabando em bala”, diz o autor do áudio. A informação de que outros PMs também teriam ficado feridos não se confirmou, assim como a de que o tiro teria partido de um fuzil.

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi convocado para reforçar a segurança no conjunto de favelas e auxiliar na busca pelos atiradores.

De acordo com a nota enviada pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), Uanderson estava há 11 anos na Polícia Militar. Antes de assumir o comando da UPP Nova Brasília, há três meses, ele trabalhou nos seguintes batalhões: 14º BPM (Bangu), 15º BPM (Caxias) e 41º BPM (Irajá).

O policiamento foi reforçado no Complexo do Alemão Foto: Rafael Moraes / Extra


Veja a íntegra da nota enviada pela CPP:

“Por volta das 17h30 desta quinta-feira (11/9), policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Complexo do Alemão, encontraram com bandidos armados na localidade conhecida como Largo da Vivi. Houve um confronto e o comandante da UPP, capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, foi atingido. Ele foi socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão e transferido para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. O oficial não resistiu aos ferimentos. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) faz buscas na região na tentativa de localizar os atiradores.

O capitão Uanderson estava há 11 anos na Polícia Militar. Ele trabalhou no 14º BPM (Bangu), 15º BPM (Caxias) e 41º BPM (Irajá). Ele comandava a UPP Nova Brasília há 3 meses. O PM era casado e tinha uma filha. Ainda não há informações sobre o enterro do policial”.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/morre-comandante-de-upp-baleado-no-alemao-13908444.html#ixzz3D7Neeei3


JORNAL EXTRA 12/09/14 11:23

Polícia prende suspeito de ter participado da morte de comandante de UPP no Alemão




Cassiano da Silva Harris é suspeito de ter participado do confronto que matou comandante Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo


Igor Ricardo

Policiais da 22ª DP (Penha) prenderam, na madrugada desta sexta-feira, Cassiano da Silva Harris, de 20 anos, um dos suspeitos de ter participado do confronto que terminou com a morte do comandante da UPP Nova Brasília, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Cassiano foi preso na Vila Cruzeiro, no Complexo do Penha. Ele já teve o pedido de prisão temporária de 30 dias aceito pela Justiça do Rio. De acordo com o delegado-assistente Carlos Eduardo Rangel, Cassiano teria arremessado um artefato explosivo contra uma viatura da PM.


- Ele foi reconhecido pelos agentes dessa viatura. Por causa de um defeito no cordão de detonação, o artefato não explodiu. Já identificamos os suspeitos desse ataque que vitimou o capitão Uanderson. Estamos na rua atrás de outros envolvidos - garantiu Carlos Eduardo Rangel.

Cassiano vai responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e homícidio simples. Na decisão assinada pelo juiz Vinicius Marcondes de Araujo, da Vara do Plantão Judicial, Cassiano é identificado como um dos principais homens de resistência ao processo de pacificação na região. Sendo sua prisão necessária para “continuidade das investigações sobre o fato e sobre a associação ao tráfico”.


Na manhã desta sexta-feira, a esposa do capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, esteve no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, para a liberação do corpo do marido. Em entrevista para à Rádio Globo, Bianca Neves Ferreira da Silva, de 30 anos, contou que trabalhava na mesma unidade de polícia pacificadora do marido. Ela é secretária dos coronéis da UPP e conhecia Uanderson há 11 anos.

"Nós nos conhecemos na academia de polícia. Eu ainda estou sem chão, não consegui dar a notícia para a nossa filha", revelou Bianca para a Rádio Globo.



Bianca Neves esteve no IML na manhã desta sexta-feira Foto: Rafael Moraes / Extra



Morte de capitão

O comandante da UPP Nova Brasília morreu após ser atingido por um tiro no peito. O confronto foi na localidade conhecida como Largo do Vivi e começou por volta de 17h30, durando aproximadamente 30 minutos. O policial foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo do Alemão e, em seguida, para o Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha. Segundo a direção da unidade de saúde, o comandante foi levado para o centro cirúrgico, onde passou por uma cirurgia no tórax, mas não resistiu aos ferimentos.



Movimentação policial na porta do Hospital Getúlio Vargas, na Penha 11/09/2014 Foto: Rafael Moraes / Extra


De acordo com a nota enviada pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), Uanderson estava há 11 anos na Polícia Militar. Antes de assumir o comando da UPP Nova Brasília, há três meses, ele trabalhou nos seguintes batalhões: 14º BPM (Bangu), 15º BPM (Caxias) e 41º BPM (Irajá).

O policiamento na região do Complexo do Alemão segue reforçado nesta manhã. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) faz operação para reforçar a segurança no conjunto de favelas e auxiliar na busca pelos suspeitos do crime.


Policiamento reforçado no Alemão no dia seguinte após a morte do comandante da UPP Nova Brasilia Foto: Fabiano Rocha / Extra