O Rio de Janeiro é o espelho do Brasil. O que ocorre no Rio de Janeiro fatalmente se transmitirá em cadeia para os outros Estados da Federação. As questões de justiça criminal e ordem pública não fogem desta regra. Portanto, é estratégico manter a atenção, estudar o cenário, analisar as experiências e observar as políticas lá realizadas, ajudando no alcance dos objetivos. A solução desta guerra envolve leis duras e um Sistema de Justiça Criminal integrado, ágil, coativo e comprometido em garantir o direito da população à segurança pública.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

BOPE USA QUADRICICLO EM OPERAÇÃO


Policiais do Bope fazem operação com quadriciclo em Manguinhos . Durante a ação, três suspeitos foram detidos e barricadas destruídas com explosivos

Ana Cláudia Costa
O GLOBO 21/09/12 - 14h28


Novo quadriciclo do Bope é usado em operação policial na Favela de Manguinhos Thiago Lontra / Extra


RIO - Pela primeira vez, policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) utilizam um quadriciclo durante uma operação em uma favela. Os agentes estão, desde o início da manhã, na Favela de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, em busca de traficantes, drogas e armas.




Barricadas montadas por traficantes nas entradas da comunidade foram destruídas em oito vielas. Além de retroescavadeiras, os agentes utilizaram explosivos para desobstruir os acessos à favela, já que algumas das barreiras eram feitas de concreto. Uma das barricadas, erguida próximo à Escola municipal Albino de Souza,utilizava um portão para impedir a entrada de policiais.

Na ação, foram apreenderam pedras de crack, tabletes e trouxinhas de maconha, trouxinhas de haxixe, cápsulas de cocaína, pó branco, rádio transmissor, munições de calibre 556, anéis e cordões, material para embalar drogas, 10 motos, um veiculo, uma pistola 9 milímetros, carregadores de 9 milímetros, farta quantidade de material para endolar drogas. O material foi levado para a 21ª DP (Bonsucesso). Três suspeitos também foram detidos. Policiais do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar (COE) coordenam a operação, que ainda conta com agentes do Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do Batalhão de Choque. Segundo a PM, a ação, que começou às 6h, não tem previsão para terminar.

Munidas de informações do serviço de inteligência da PM, as equipes buscam prender traficantes e apreender armas e drogas na região. Carros blindados e um helicóptero também auxiliam as equipes.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O LADO OBSCURO DO RIO

em 24/02/2012


Um documentário feito no Rio de Janeiro em repreensão ao tráfico com a policia mais bem preparada pra combate em favela do mundo, o BOPE. Mostra como é a vida dos moradores das favelas e mostra também todo potencial e preparo do BOPE para reprimir a ação de bandidos.

Esse documentário mostra como o Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro está virando sinônimo de polêmica e audiência. Dessa vez, um grupo de portugueses resolveram fazer um documentário sobre as operações do Bope e mostraram cenas inéditas da tropa de elite da PM invadindo as favelas. As cenas e os depoimentos são impressionantes:

"O Rio de Janeiro, sem sombra de dúvida, não é mais maravilhoso."

Essas palavras são de um carioca que não quis se identificar.


Explicação:

A vida nas favelas é regida pela pobreza, pelas drogas e pela violência! Com o seu típico Carnaval, e a convivência dos seus milhões de habitantes, o Rio de Janeiro é uma cidade que leva as pessoas a sonhar. Durante o Carnaval vêm pessoas de todo o mundo para assistir aos sambistas brasileiros que meneiam as ancas nos desfiles de carros. Contudo, por trás deste lado idílico existe outra realidade! No Rio de Janeiro, um de cada cinco habitantes vive nas favelas. A vida nas favelas é regida pela pobreza, pelas drogas e uma enorme violência. Com uma média diária de 107 pessoas mortas a tiro, o Brasil detém o recorde de vítimas abatidas por armas de fogo.

O BOPE é uma tropa da elite da polícia militar brasileira criada especialmente para limpar as favelas das drogas e dos tráfegos. E pela primeira vez, o BOPE foi seguido por uma equipede televisão durante uma das suas operações!

NOTA: matéria apontada por Jorge peixoto, membro do Grupo face "Ordem, Justiça e Liberdade"

FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=eLItsRj2sJs&feature=share&noredirect=1
 URL: http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=eLItsRj2sJs


terça-feira, 18 de setembro de 2012

COLEGAS DE MÉDICA ASSASSINADA PEDEM MAIS SEGURANÇA

Colegas de pediatra morta cobram mais segurança no entorno do Hospital Getúlio Vargas. Segundo eles, mesmo com a pacificação dos complexos da Penha e do Alemão, violência continua na região

Rafael Galdo
17/09/12 - 21h59


Parentes acompanham o sepultamento do corpo da pediatra Sônia Maria Stender, no Cemitério São João Batista, em Botafogo Márcia Foletto / O Globo


RIO - Colegas de profissão da pediatra Sônia Maria Sant’Anna Stender, de 61 anos, morta com dois tiros na manhã de domingo, contaram que, com a pacificação dos complexos da Penha e do Alemão diminuiu um pouco, mas a violência continua no entorno do Hospital Getúlio Vargas. Eles cobraram mais segurança na unidade e em seu entorno:

— Com as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras) diminuiu um pouco mas continua a violência na região. Já vi bandidos armados circulando dentro do hospital — disse uma funcionária que preferiu não se identificar, e que afirmou acreditar que Sônia possa ter sido vítima de algum tipo de vingança — Nunca ouvi que ela tenha sido ameaçada, mas isso já aconteceu no hospital, que precisa ter a segurança reforçada.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) lamentou a morte da pediatra e a falta de segurança na unidade. O conselho afirma ainda que em maio deste ano já havia solicitado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Seseg) a instalação de câmeras de segurança nos hospitais e postos de atendimento.

"Outra sugestão importante seria a extensão do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), que determinou a presença policiais de plantão nas escolas públicas, às emergências 24 horas. As solicitações foram entregues ao secretário José Mariano Beltrame em reunião após o registro de agressões e assaltos em unidades de saúde", diz trecho da nota.

Em resposta, a Seseg confirmou por meio de nota que recebeu ofícios do conselho em maio com sugestões de câmeras de segurança em unidades hospitalares. Informou que também recebeu documentos do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed), em março. De acordo com a secretaria, as solicitações foram encaminhadas para a Polícia Militar, que, segundo a mensagem, tomou as providências para reforçar o policiamento ostensivo nas adjacências das unidades citadas pelas duas entidades. A secretaria informou, ainda, que a segurança dentro das unidades, bem como a colocação de circuitos internos de câmeras de vigilância compete aos órgãos responsáveis pelas unidades.

O corpo da médica foi enterrado na tarde desta segunda-feira no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Dezenas de funcionários do hospital, amigos e familiares acompanharam o sepultamento.

Sônia Maria foi abordada por homens que ocupavam um Meriva Branco quando passava de carro pela esquina das ruas Conde de Agrolongo e Nicaraguá, próxima ao hospital. Segundo amigos, esse trajeto é rotineiramente usado por quem sai da unidade em direção a Tijuca e a Zona Sul.

— Os assaltos aconteciam frequentemente, mas a retomada do território das mãos de traficantes aumentou a segurança na região — disse Antônio de Oliveira e Silva, cirurgião dentista do HGV, durante o velório do corpo da médica no Cemitério São João Batista.

Sônia Maria foi abordada por criminosos quando deixava o plantão no hospital, por volta das 7h. Os tiros atingiram o lado direito do pescoço dela. A vítima foi abordada por homens armados quando dirigia um Space Fox na esquina das ruas Conde de Agrolongo e Nicarágua, ainda perto do hospital. Policiais da Divisão de Homicídios (DH) trabalham com a possibilidade de Sônia ter reagido a um assalto e acreditam que pelo menos três bandidos participaram do crime.

O Meriva branco ocupado pelos bandidos tinha sido roubado na madrugada de domingo em Vigário Geral. O veículo foi abandonado logo depois do crime num dos acessos à Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML), uma bala acertou a coluna da médica e a outra alojou-se no pulmão. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) vasculharam o carro da vítima e o veículo usado pelos criminosos em busca de digitais. Agentes também procuraram imagens do crime em câmeras de segurança instaladas no entorno do local da morte.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

BALA PERDIDA EM TIROTEIO MATA MENINA DE 10 ANOS

FOLHA.COM. 05/07/2012 - 16h34

Menina é vítima de bala perdida em tiroteio entre ladrões e PMs


 
ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

Um tiroteio entre três ladrões de carro e dois policiais militares terminou com uma menina, de dez anos, vítima de bala perdida na noite de quarta-feira (4), no Jabaquara (zona sul de São Paulo).

A garota brincava no quintal da casa de um amigo de seu pai, na rua Magdeburgo, quando um Corsa que havia acabado de ser roubado de uma analista foi encurralado por dois PMs do 3ë Batalhão.

Ao perceber que não tinham mais como escapar do cerco dos policiais, os três ladrões começaram a atirar contra os policiais militares, segundo o que eles narraram à Polícia Civil e à Corregedoria da PM.
Os PMs também disparam, mas nenhum dos ladrões foi ferido. Os três criminosos fugiram a pé e o Corsa foi recuperado.

Logo após o fim do tiroteio, os moradores da rua Magdeburgo começaram a suspeitar que a bala que atingiu a menina no abdome partiu da arma de um dos dois policiais militares. Uma pistola.40 do soldado Eric de Almeida foi apreendida pela Polícia Civil para perícia. O soldado não foi localizado pela reportagem até o momento.

A menina está internada no Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Saboya, onde foi operada. Seu estado é considerado grave.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

CRACOLÂNDIA E ARRASTÕES NA LAPA

Além de roubos, frequentadores da Lapa convivem com tráfico e uso de drogas a céu aberto . Semana passada, o grupo teatral Tá na Rua, do ator Amir Haddad, teve sua sede na Mem de Sá invadida e seu equipamento de som roubado

Thiago Jansen
O GLOBO 3/07/12 - 22h45



Movimento intenso numa rua da Lapa no fim de semana: a venda e o consumo de drogas acontecem a céu aberto, sem repressão da PM ou da Guarda Municipal Pedro Kirilos / O Globo


RIO - Eram cerca de 22h30m da última sexta-feira quando aproximadamente dez mil pessoas se reuniam na Praça Cardeal Câmara, em frente aos Arcos da Lapa, para acompanhar o show gratuito da cantora Daniela Mercury, seguido de um espetáculo de projeções sobre o símbolo maior da região. Próximo dali, jovens de diversas idades começavam a lotar a Travessa do Mosqueira, uma entre as tantas ruas do local com depósitos de bebida e bares. “Vai pó, vai maconha?”, perguntou um garoto, menor de idade, sem qualquer inibição, quando o repórter do GLOBO chegou à esquina da Rua Joaquim Silva, a um quarteirão de distância dos policiais militares e dos guardas municipais que patrulhavam a Avenida Mem de Sá.

A situação, corriqueira, de acordo com testemunhas, ilustra o atual estado da Lapa, berço da boemia e da malandragem cariocas, local de grande circulação de turistas e onde assaltos, venda e consumo de drogas ainda são frequentes, apesar do policiamento e das obras de revitalização na região, transformada oficialmente em bairro há quase dois meses.

Arrastões são outra preocupação

Semana passada, como noticiou a coluna de Ancelmo Gois no GLOBO, o grupo teatral Tá na Rua, do ator Amir Haddad, teve sua sede na Mem de Sá invadida e seu equipamento de som roubado. Foi a segunda vez em menos de dois meses — a aparelhagem tinha sido doada pela atriz Fernanda Montenegro, sensibilizada pelo primeiro roubo, em maio. “Esses dois assaltos nos deixaram estarrecidos, nos jogaram na realidade. Lamentamos viver assim”, disse Haddad, pouco depois do segundo caso, traduzindo a insatisfação de muitos que se estabeleceram na região.

— A segurança no bairro não tem melhorado em nada. Apesar de a Mem de Sá agora estar sendo fechada à noite durante os fins de semana, muitos pivetes se misturam às pessoas e praticam assaltos. Arrastões também são frequentes. Durante o dia, é comum ver turistas sendo roubados — afirma Patrícia Santos, gerente da Pizzaria Guanabara da região.

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), a 5ª DP (Gomes Freire), delegacia da região, registrou 140 roubos e 479 furtos em maio deste ano. Em abril, os números foram semelhantes: 131 e 466, respectivamente. Se comparados com os dados do ano passado, não há grandes mudanças nos índices: 149 roubos e 427 furtos em maio, contra 187 e 512 em abril. No entanto, o número de casos pode ser ainda maior, já que muitos ainda preferem não registrar ocorrência por acharem “natural” a situação.

— A Lapa tem um problema que é a naturalização da violência. Ou seja, boa parte das pessoas que são assaltadas não presta queixa e aquelas que assaltam não se intimidam — afirma o gerente de um bar próximo aos Arcos que preferiu não ser identificado. — A Lapa está longe de ser uma área segura. Já tive clientes assaltados após sair daqui e, num caso mais grave, uma menina foi estuprada, em outubro do ano passado.

Donos de estabelecimentos comerciais da área dizem acreditar que a situação do quarteirão da Rua Joaquim Silva é uma das mais problemáticas da região. De acordo com uma das sócias da casa de shows Semente, que também preferiu não se identificar, a atual estrutura de policiamento só chega a determinadas áreas do bairro:

— Todo esse quarteirão da Joaquim Silva, subindo a ladeirazinha, é terra de ninguém. Tem um povo muito estranho por aqui, um lugar que é ponto turístico, subida para Santa Teresa e que leva à escadaria da Lapa. Existe um comércio de drogas 24 horas por aqui. Às vezes, às 15h vem gente oferecer cocaína se você estiver passando. Já fui assaltada na esquina do Semente e, há uns três sábados, houve dois arrastões aqui em frente.

Responsável pela Fundição Progresso, Perfeito Fortuna afirma que o lado oposto ao da Ladeira Santa Teresa também anda perigoso, já que, com o fechamento do tráfego por ali, próximo à Praça Monsenhor Francisco Pinto, muitos moradores de rua e assaltantes estão vivendo na área, debaixo dos Arcos.

— Na passagem dos Arcos dos Lapa, o policiamento está ótimo, mas o pequeno morro próximo à Avenida Chile está sendo feito de moradia por muitos assaltantes. Está bastante perigoso — afirma Perfeito.

Na noite da última sexta-feira, um grupo com cerca de 30 menores moradores de rua estava no início da Ladeira Santa Teresa, embaixo dos Arcos, a menos de 500 metros de uma patrulha da Guarda Municipal, de um posto da Secretaria da Ordem Pública e de alguns veículos da Secretaria de Assistência Social. Ao virar a esquina da ladeira com a Joaquim Silva, era possível encontrar menores consumindo drogas e bebidas alcoólicas a céu aberto. Na escadaria da Lapa, o consumo de drogas era ainda maior. Não havia policiamento fixo na área e, ainda que uma patrulha da PM tenha passado ao menos uma vez pelo local, nenhuma ação foi tomada para coibir o tráfico.

Mesmo na Mem de Sá, onde o policiamento era ostensivo, assaltos ocorriam, como o que sofreu Euclydes Magalhães, de 25 anos. Frequentador assíduo da região nos fins de semana, ele estava com um grupo de amigos embaixo dos Arcos, por volta das 23h30m de sexta-feira, quando teve o cordão puxado de seu pescoço por dois jovens, que fugiram. Meia hora depois, quando estava mostrando o local do roubo a um amigo, presenciou uma tentativa de assalto e, junto com outras pessoas, conseguiu imobilizar o ladrão e levá-lo até PMs.

— A região está mais complicada de uns tempos para cá, porque os ladrões, que antes se concentravam em locais específicos, agora ficam espalhados pela região — afirmou Euclydes. — Agora só volto na Lapa daqui a um mês, porque acho que posso ter ficado marcado pelos meus assaltantes.

A Polícia Civil informou que sabe da venda e do consumo de drogas na área, acrescentando que tem feito operações para reprimir o tráfico. A PM, por sua vez, disse que atua na região com quatro viaturas de dia e 12 à noite, além do policiamento montado e de 20 policiais no patrulhamento a pé — nos fins de semana, ele é reforçado. Após saber, pela equipe de reportagem, da venda de drogas na Joaquim Silva, a corporação disse que passará a deixar uma patrulha na rua.

A Secretaria municipal de Assistência Social admitiu que há uma concentração de adultos e menores de rua na Lapa que fazem uso de drogas. O órgão informou que equipes atuam diariamente na abordagem dessa população, mas que muitas pessoas levadas aos centros de tratamento os deixam por causa do vício em álcool ou drogas.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

MÉDICO DE 71 ANOS É EXECUTADO COM DIVERSOS TIROS EM ASSALTO

Médico é baleado ao reagir a tentativa de assalto na Zona Norte . Criminosos atiraram mais de dez vezes contra o carro do cardiologista de 71 anos


Paolla Serra
O GLOBO 29/06/12 - 9h59



RIO — O cardiologista Alberto Antonio Azizi, de 71 anos, e a mulher dele, de 58, foram alvos de bandidos, na manhã desta sexta-feira, no Trevo das Margaridas, no Jardim América, na Zona Norte do Rio. Os criminosos atiraram mais de dez vezes contra o Passat em que o casal estava. O médico foi baleado de raspão na cabeça. Uma das balas atingiu o banco onde estava a mulher dele, mas ela não se feriu.

Por volta das 5h40m, o casal seguia de Cordovil, na Zona Norte, para Bangu, na Zona Oeste, onde buscariam o neto para passar o dia com eles. O Passat foi interceptado por um Palio, onde havia quatro homens. O cardiologista não parou e seguiu em direção à Avenida Brasil. Os bandidos, então, atiraram.

Mesmo ferido, o médico dirigiu até o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) da Rodovia Presidente Dutra. Ele foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Depois de medicado seguiu para a 38ª DP (Brás de Pina), onde o caso foi registrado como tentativa de assalto e tentativa de homicídio.

Segundo agentes da delegacia, os bandidos integrariam uma facção da Favela Fuquim Mendes, no Jardim América. Equipes da Polícia Militar tentam localizar os suspeitos. Policiais da 38ª DP (Brás de Pina) investigam o caso.

Dados do ISP mostram queda em índices de violência

O caso acontece três dias depois de Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgar dados otimistas sobre a violência no estado. Roubos de rua tiveram redução de 11,8% nos primeiros cinco meses de 2012, quando comparado com o mesmo período de 2011. Todos os crimes que compõem o indicador apresentaram quedas: roubo a transeunte (queda de 9%), roubo de aparelho celular (menos 23,7%) e roubo em coletivo (menos 24,2%). Comparando o acumulado de janeiro a maio desse ano com o mesmo período de 2011, houve queda de 3.490 ocorrências: 26.074 registros em 2012 contra 29.564 em 2011. Segundo o ISP, o número de registros de homicídios dolosos nos cinco primeiros meses do ano é o menor desde o início da série histórica, em 1991.

No domingo, a empresária Teresa Fontaine, uma das sócias da rede de lanchonetes Casa do Alemão, de 47 anos, foi assassinada após ser surpreendida por bandidos em Duque de Caixas, na Baixada Fluminense, quando voltava de Petrópolis. Logo após o automóvel deixar um posto de gasolina, foi interceptado por dois veículos, e um dos criminosos fez os disparos. Nesta quarta-feira, policiais da 59ª DP (Duque de Caxias) encontraram uma cápsula de munição no local onde o veículo foi interceptado, na Rodovia Washington Luís.

domingo, 24 de junho de 2012

TIROTEIO EM RUA DO LEBLON

Bandidos capotaram com o EcoSport roubado. LUCIA NOVAES / O GLOBO 


Bandidos em fuga trocam tiros com a polícia em rua do Leblon. Assaltantes, que levavam uma granada, roubaram um carro, perderam o controle e capotaram na Rua Dias Ferreira. Uma mulher ficou ferida

ISABEL DE ARAÚJOLUCIA NOVAESCAROLINA OLIVEIRA CASTRORÔMULO PEREIRA. O GLOBO, 23/06/12 - 14h38 

RIO - Bandidos em fuga roubaram um carro de um casal no Leblon e trocaram tiros com a polícia em diferentes pontos na tarde deste sábado. Por volta das 14h, dois PMs em duas motocicletas tentaram abordar três homens, que também estavam em duas motos, na Rua Jardim Botânico. Os suspeitos não atenderam o chamado da polícia, atiraram na direção dos policiais e fugiram. A perseguição se estendeu por ruas do Jardim Botânico, da Gávea e do Leblon. Os três seguiram pela Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, até a Rua do Cedro, próximo a entrada do Parque da Cidade. Lá, bateram de frente com um carro da PM.

Os bandidos deram meia volta e a perseguição se estendeu até a Rua Ministro Raul Machado, em frente ao clube do Flamengo. Ali, os três avançaram o sinal, uma das motos foi atingida por um carro e a outra escapou. A pé, dois dos suspeitos chegaram até a Rua Conde Bernadotte, no Leblon, e roubaram o carro do casal Igor Xaxa e Karla Mendes, ambos de 32 anos, que tinham acabado de sair do supermercado Pão de Açúcar.

Por fim, desgovernado, o carro atingiu uma viatura da PM e outros três veículos e capotou próximo a esquina da Rua Dias Ferreira com a General Artigas, também no Leblon. Em uma nova tentativa de fuga, eles mais uma vez trocaram tiros com a polícia, mas foram rendidos. A ação policial foi aplaudida pelas pessoas que presenciaram a cena.

Uma motorista foi levada para o Hospital Miguel Couto por causa do impacto da batida, mas sem ferimentos graves. Os dois bandidos foram levados para a 14ª DP (Leblon) e, em seguida, para o Hospital Miguel Couto. De acordo com a Polícia Civil, Marcos Simões Bengaly e Alecssandro de Santos são maiores e vão responder por roubo e tentativa de homicídio.

O caso está sendo investigado pela 14ª DP (Leblon). A dupla será autuada por roubo e tentativa de homicídio.

Segundo o estudante de Direito João Felipe Sartini, que estava no local no momento da confusão, as pessoas que presenciaram o incidente ficaram divididas entre aplausos e críticas à ação policial.

- O clima agora é de aparente tranquilidade, embora os moradores tenham ficado bastante assustados com a troca de tiros entre os policiais - disse.

No Twitter, muitas pessoas comentam o tiroteio. Há quem diga que até fuzis foram usados no conflito entre policiais e criminosos. O internauta Nando Ventura criticou a atuação da PM em seu perfil @nand0ventura: “tiroteio de fuzil agora no Leblon, na Dias Ferreira. Polícia sentou o tiro dentro do carro sem se preocupar com ninguém”, publicou, por volta das 14h30m.

Margarete D’Gutnik também comentou a confusão no microblog: “ perseguição, tiroteio, batida e capotagem na Dias Ferreira com a Gal. Artigas, no Leblon”, avisou também às 14h30m.

Em maio, assalto terminou em tiroteio em Ipanema

Um tiroteio no Edifício Galeria Boutique de Ipanema, na Rua Visconde de Pirajá, assustou clientes e comerciantes que estavam no local, no dia 29 de maio deste ano. Um assaltante que roubou uma imobiliária no terceiro andar trocou tiros com seguranças no primeiro pavimento do prédio. Os disparos atingiram portas de vidro de três lojas, uma geladeira com produtos expostos e um aquário. Ninguém ficou ferido.

Segundo o subsíndico do edifício, Edson Passos, um funcionário da imobiliária teria ido a uma agência do Banco do Brasil sacar dinheiro e foi seguido por um bandido até a empresa. Lá, foi anunciado o assalto. Ainda de acordo com Edson, o ladrão levou R$ 2.000.

Durante a fuga, outro funcionário gritou pedindo ajuda, e seguranças armados de uma casa de câmbio localizada no primeiro pavimento trocaram tiros com o bandido, que conseguiu fugir com outros três comparsas que o aguardavam em duas motos do lado de fora.