O Rio de Janeiro é o espelho do Brasil. O que ocorre no Rio de Janeiro fatalmente se transmitirá em cadeia para os outros Estados da Federação. As questões de justiça criminal e ordem pública não fogem desta regra. Portanto, é estratégico manter a atenção, estudar o cenário, analisar as experiências e observar as políticas lá realizadas, ajudando no alcance dos objetivos. A solução desta guerra envolve leis duras e um Sistema de Justiça Criminal integrado, ágil, coativo e comprometido em garantir o direito da população à segurança pública.

domingo, 31 de agosto de 2014

GARANTO QUE EM ÁREAS COM UPP PODE FAZER CAMPANHA

REVISTA ISTO É N° Edição: 2336 


por Eliane Lobato


ENTREVISTA


José Mariano Beltrame - "Garanto que em áreas com UPPs pode fazer campanha"

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro diz não haver provas de que milicianos ou traficantes impeçam os candidatos de irem às favelas e afirma que só continua no cargo se Pezão for eleito governador



COOPTADO
"O menor, hoje, é mais usado pelo aparato criminoso do que antes", diz ele


O sotaque gaúcho de José Mariano Beltrame, 57 anos, nascido em Santa Maria (RS), é, aparentemente, o único impedimento para que ele seja confundido com um carioca. Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro há quase sete anos, ele faz caminhadas pela cidade, incluindo subúrbio e favelas, comemora tomando chope com amigos e a mulher, mãe de um de seus três filhos, em bares populares e adota o estilo informal para se vestir. No trabalho, Beltrame criou um divisor de águas na vida dos cariocas: o projeto Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que teve início em dezembro de 2008, quando foi instalada a primeira unidade no Morro Dona Marta, em Botafogo, no governo Sérgio Cabral (PMDB). Faltam apenas duas para alcançar a meta de 40.



"Antes, 'amarildos' eram mortos, mas não ficávamos sabendo.
Hoje, tem investigação, punição. A polícia elucidou esse crime"



As UPPs são aprovadas pela maioria dos moradores do Rio, incluindo os que vivem em favelas – 73,6% disseram, em pesquisas, que as áreas ainda “têm problemas, mas são a melhor coisa que já aconteceu na Segurança Pública do Rio”. Os bastidores desse projeto estão esmiuçados na biografia “Todo Dia É Segunda-feira”, que ele lançou recentemente pela editora Sextante. Beltrame diz não se opor à decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tropas federais da Força Nacional para garantir a segurança nas eleiçoes no Rio. A base do pedido foi, justamente, um documento elaborado pela Secretaria de Segurança Pública.



"A polícia lida com constrangimento com o crack porque se estiver
consumindo é crime; se não estiver, não é. O policial não pode
ficar esperando o cara acender o cachimbo!"



ISTOÉ - Candidatos estão sendo impedidos de fazer campanha em favelas por traficantes ou milicianos?

JOSÉ MARIANO BELTRAME - Não temos nenhum registro oficializado, formalizado, só denúncia anônima. Temos gente em vários lugares tentando levantar essas informações, mas, enquanto não tivermos provas contundentes de que isso está de fato acontecendo, eu, como profissional de inteligência, não posso pedir forças nacionais para atuar no Rio de Janeiro. Não tenho e nunca tive nenhum tipo de escrúpulo de pedir esse tipo de ajuda. Pelo contrário, acho que o Rio é pioneiro nisso.

ISTOÉ - Mas a Secretaria de Segurança Pública entregou um relatório ao desembargador eleitoral Fábio Uchôa no qual diz que em 41 comunidades o tráfico ou a milícia decidem sobre a realização de campanhas.

JOSÉ MARIANO BELTRAME - Mandei esse relatório em caráter reservado exatamente porque está em fase de levantamento, de apuração. Não vou dizer o conteúdo deste relatório porque sou um profissional de inteligência. É assim que a polícia trabalha: transformando uma informação recebida em uma prova. Mas não há provas ainda. Não adianta tapar o sol com a peneira e dizer que vai cobrir todo e qualquer lugar do Rio onde tenha crime, 24 horas por dia, sete dias por semana. O que eu garanto é que em áreas com UPPs pode fazer campanha, não tem problema, basta o candidato comunicar ao Comando (da polícia) que eu tenho certeza que fará.

ISTOÉ - E onde não tem UPP?

JOSÉ MARIANO BELTRAME - Onde não tem é porque nunca teve, sei lá o que faziam antes. Se pagavam, se combinavam, que tipo de moeda de troca. Como é que faziam campanha na Cidade de Deus (favela da zona oeste)? Na (favela) Mangueira (zona central)? Hoje, nesses lugares, que têm UPPs, eu garanto que eles podem fazer. Agora, no Chapadão (favela da Pavuna, zona norte) nunca puderam. O modus operandi que a gente levantou é o seguinte: tudo, em área de crime, entra via associação dos moradores. Seja milícia, seja tráfico, tudo entra através de alguns integrantes dessas associações. Não posso dizer que são todos que integram nem que são todas as associações. Por simpatia ou dinheiro, fazem algum tipo de acordo para permitir ou inviabilizar.

ISTOÉ - A quem interessa dizer que não se pode fazer campanha em favelas se nenhum candidato registrou isso?

JOSÉ MARIANO BELTRAME - Em primeiro lugar, há pessoas que são contrárias ao que foi feito pelo Estado dentro dessas áreas, como (a facção criminosa) Comando Vermelho, a milícia e todos os criminosos que perderam poder com a chegada das UPPs. Tiramos o controle territorial deles, houve perda financeira muito grande. Eles procuram desmoralizar ou desestabilizar o projeto de várias formas.

ISTOÉ - Quase seis anos depois da primeira UPP, como avalia a experiência, levando em conta episódios como o do Amarildo (de Souza, pedreiro torturado e morto na UPP da favela da Rocinha, em 2013)?

JOSÉ MARIANO BELTRAME - Antigamente, “amarildos” eram mortos, mas não ficávamos sabendo. Hoje, tem investigação, punição. A polícia trabalhou na favela da Rocinha (zona sul) e elucidou esse crime, como se elucida no asfalto. Os policiais foram afastados, estão todos presos, o processo está em fase de alegações finais e eu acredito, sem dúvida nenhuma, na expulsão de todos. Eu sempre disse que vocês nunca iriam ouvir da minha boca que “nós vencemos”. Porque segurança pública é um jogo que não permite vencer. Minha avaliação sobre as UPPs é muito boa. Se lembrarmos como essas áreas eram, vemos uma evolução fantástica. A taxa de retorno nas escolas aumentou sensivelmente, da mesmo forma que o nível de aproveitamento dos alunos. O valor dos imóveis no entorno desses lugares cresceu e, dentro dessas áreas, há desenvolvimento microeconômico.Temos problemas ainda? Sim, temos. Não tenho a pretensão de mudar isso a médio prazo porque são medidas estruturantes que, por isso, não dão resultado a curto prazo. E digo mais: tem de ir aos poucos mudando a própria polícia, que tem de entrar e se capacitar cada vez mais, melhorar mais. 

ISTOÉ - Qual é o objetivo prioritário das UPPs?

JOSÉ MARIANO BELTRAME - Não é acabar com o tráfico de drogas, como muitos pensam. Até porque prevalece a velha lógica: enquanto houver vício (consumidor), haverá renda e, em consequência, mercado. O objetivo da UPP é salvar vidas. O que a gente quer é que o chefe de família possa ir e voltar do trabalho, que as pessoas não sejam mais impedidas de entrar na própria casa por ordem de criminosos, etc. Quando fizemos a UPP, nossa preocupação era salvar vidas. Morriam, anualmente, 42 pessoas por 100 mil habitantes, hoje são 26. Está bom? Não, não está bom. Mas está muito melhor. Em UPP, esse é um dado fantástico, o nível de homicídio é 8,9 por 100 mil, abaixo do que a ONU estabelece. No Dona Marta não tem homicídio há três anos.

ISTOÉ - O crack é, hoje, a pior droga do País?

JOSÉ MARIANO BELTRAME - Sem dúvida, e vejo um futuro bastante pessimista para o Brasil em relação ao crack. É uma droga barata, com R$ 1 ou R$ 2 você adquire. Hoje, temos uma legião de pessoas que vivem como verdadeiros zumbis. Sabe por que eles andam sempre em grupos? Porque a dependência dessa droga é diferente, a fissura, como dizem, se repete de uma maneira muito rápida, duas ou três horas depois. Então, o dependente precisa estar perto de quem possa ter a droga, do “ponto de venda”. Diferentemente do viciado em cocaína, que compra sua droga e vai consumir em casa, nas coberturas. Acho que hoje a polícia lida com isso com um constrangimento muito grande porque se estiver consumindo é crime; se não estiver, não é crime. O policial não pode ficar ali parado esperando o cara acender o cachimbo!

ISTOÉ - Alguns candidatos ao governo do Rio já manifestaram interesse em trabalhar com o sr., se forem eleitos. Pretende continuar?

JOSÉ MARIANO BELTRAME - Eu só posso continuar com o (o Luiz Fernando) Pezão (governador atual e também candidato pelo PMDB). Tudo o que foi feito teve um avalista, um apoiador inconteste. Quem assinou o custo, alto, foi o governo Sérgio Cabral (de quem Pezão era vice). Eu tenho que acreditar em quem começou isso e me deu carta branca. São valores muito fortes. Então, meu compromisso é com o Pezão. Se não for ele o eleito, vou tirar férias e, depois, cuidar da minha vida.

ISTOÉ - O sr. levou o candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) para visitar uma UPP. Significa apoio?

JOSÉ MARIANO BELTRAME - O que eu fiz com Aécio Neves já fiz com autoridades nacionais, internacionais, e faço com a presidenta Dilma (Rousseff), se ela quiser, até porque ela é parceira nisso, ou com a Marina (Silva, candidata do PSB) também, se ela achar interessante. Fiquei muito honrado quando um candidato, no caso, o Aécio, quis conhecer uma UPP. Sinto, inclusive, que é minha obrigação mostrar, falar sobre segurança pública, que as pessoas pensam que é sinônimo de polícia, no Brasil, e isso é um erro enorme.

ISTOÉ - O que é então?

JOSÉ MARIANO BELTRAME - Envolve uma cadeia de instituições, como o Judiciário, o legislador, a prefeitura. Existe, por exemplo, a Lei 12.403 do Código de Processo Penal (2011), que não permite prender alguém cujo crime tenha pena menor do que quatro anos. Então, quando roubarem o cordão, a bolsa, o celular de alguém, não chamem a polícia porque ela nada poderá fazer, já que esses crimes têm penas inferiores. Receptação (de carro, joias, etc.) também não dá cadeia porque a pena é de três anos. O policial hoje é um cara constrangido porque sabe que vai ficar quatro horas numa delegacia para fazer a autuação do roubo e, no final, todos sairão juntos – criminoso, vítima, policial. A sociedade sabe dessa lei? Foi consultada? Aprovou? Na Rocinha, 85% dos infratores levados para a delegacia saem junto com os policiais. No centro do Rio, 40% dos delitos são cometidos por menores de idade, e nós temos uma lei que tem 20 anos e estabelece que menor não vai preso.

ISTOÉ - O sr. defende que menores sejam encarcerados?

JOSÉ MARIANO BELTRAME - Não, mas acho que quem cometeu um crime deve sofrer uma ação exemplar do Estado, correspondente ao ato que cometeu. O menor, hoje, é mais usado pelo aparato criminoso do que antes. Quero que as pessoas saibam disso, que existem leis que são assim e que, se elas quiserem modificar, precisam se movimentar.

sábado, 23 de agosto de 2014

AUMENTA O NÚMERO DE HOMICÍDIOS NO RIO



ISP: número de homicídios sobe 22,8% em julho, em relação ao mesmo mês em 2013. Roubos a pedestres tiveram aumento de 123% em Copacabana, no mês da final da Copa do Mundo

O GLOBO 22/08/2014



RIO - O número de homicídios dolosos (aqueles em que os autores têm a intenção de matar) cresceu 22,8% no estado em julho, se comparado com o mesmo mês do ano passado, revelou um levantamento dos índices de criminalidade divulgado ontem pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). A quantidade de registros subiu de 302 para 371. No município do Rio, o aumento foi de 20,7%, passando de 77 para 93.

Em nota, o comando da Polícia Militar enfatizou que “apesar de ser maior que o do mesmo mês em 2013, o número de homicídios dolosos foi o menor do ano e mostra tendência de queda”. Além disso, a PM afirmou que “segue acreditando na eficácia das estratégias de segurança implementadas”.

De acordo com o ISP, os registros de roubos a transeuntes tiveram um aumento de 45,7%, passando de 4.964 casos em julho de 2013 para 7.235 no mês passado. O número mais recente corresponde a uma média de 241 assaltos por dia, ou dez por hora. No município do Rio, a estatística desse tipo de crime subiu 47,5% no período, indo de 2.368 para 3.495 registros, representando 116 casos por dia ou 4,85 por hora.

Em Copacabana, onde foi realizada a Fifa Fan Fest durante a Copa do Mundo, o número de registros de roubos a pedestres cresceu 123%. Foram 85 casos registrados nas duas delegacias do bairro em julho deste ano, contra 38 em 2013.

Nas delegacias da área do Maracanã, a 19ª DP (Tijuca) e 20ª DP (Vila Isabel), também houve aumento no número de roubos a transeuntes: 110%. Foram 147 em julho (uma média de 4,9 casos por dia) contra 70 no mesmo mês do ano passado. Em outras três delegacias que receberam vítimas de assaltos praticados perto do estádio, a quantidade de registros subiu 41%, passando de 153 para 216 casos (7,2 por dia). Somente na 17ª DP (São Cristóvão), foram feitos 89 registros. Na 18ª DP (Praça da Bandeira), 83; e na 6ª DP (Cidade Nova), 44.

As delegacias do Leblon (14ª DP) e da Gávea (15ª DP) registraram um aumento de 118% no número de roubos a transeuntes, subindo de 38 casos em julho do ano passado para 83 no mesmo mês deste ano.

Os chamados roubos de rua, que abrangem assaltos a pedestres e passageiros de ônibus, além de furtos de celulares, subiram 42,4% no estado, passando de 5.857 para 8.483 registros, o que representa uma média de 282,76 casos por dia. Somente o número de roubos de celulares aumentou 39,1% (470 registros em julho, contra 654 ocorridos no mês passado).


A quantidade de veículos roubados no estado subiu 11%: passou de 2.242 em julho de 2013 para 2.488 no mês passado.

Segundo o levantamento do ISP, o crime que registrou o maior aumento percentual de casos foi o roubo de carga: 72,7%. Houve 442 casos, contra 256 em julho de 2013.

A chamada letalidade violenta, que inclui homicídio, latrocínio, auto de resistência e lesão seguida de morte, aumentou 27,4% no estado. Em julho de 2013, foram registrados 350 casos. No mês passado, 446 (uma média de 14,86 por dia).



Read more: http://oglobo.globo.com/rio/isp-numero-de-homicidios-sobe-228-em-julho-em-relacao-ao-mesmo-mes-em-2013-13700357#ixzz3BE1eK9tT

segunda-feira, 21 de julho de 2014

ALEMÃO REGISTRA NOVA TROCA DE TIROS


Mesmo com policiamento reforçado, Alemão registra nova troca de tiros. De acordo com a Coordenadoria da Polícia Pacificadora, o confronto entre PMs e bandidos aconteceu na região da UPP do Alemão

POR TAÍS MENDES / WALESKA BORGES
O GLOBO  21/07/2014 14:21


Crianças observam o contêiner da UPP que foi incendiado no Alemão - Márcia Foletto / Agência O Globo

RIO - Apesar do policiamento reforçado, uma nova troca de tiros foi registrada. De acordo com a Coordenadoria da Polícia Pacificadora, o confronto entre PMs e bandidos aconteceu na região da UPP do Alemão, na localidade conhecida com o Avenida Central. Dois criminosos foram detidos e levados para 22ª DP (Penha). Não há informações de feridos. De acordo com a secretaria estadual de Educação, duas escolas na região foram fechadas e 550 alunos estão sem aula. As aulas foram suspensas no Colégio Estadual Jornalista Tim Lopes (350 alunos no turno da tarde) e CAIC Theóphilo de Souza Pinto (200 alunos). Mais cedo, a secretaria municipal de Eduacação informou que as 35 escolas que funcionam no complexo de favelas estão funcionando.

Na noite domingo, traficantes atacaram a sede da UPP do Alemão, na Rua Canitá. Eles provocaram um incêndio no contêiner e um policial militar ficou ferido. Um carro da PM e uma motocicleta também pegaram fogo. O ato teria sido uma represália à morte de Matheus Alexandre da Silva, de 18 anos, atingido por disparos na tarde de domingo, durante tiroteio entre policiais e traficantes.

Na manhã desta segunda-feira, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque foram acionados para reforçar a segurança na comunidade e realizar buscas por suspeitos de terem cometido o ataque. A PM isolou uma faixa em frente ao contêiner da unidade e está revistando motociclistas. Um caminhão que estava fazendo descarga em um supermercado também foi orientado a sair do local.

Dois policiais militares que estavam dentro do contêiner na Rua Canita, atacada por bandidos, contaram que os traficantes dispararam cerca de 130 tiros contra a unidade. Um dos disparos atingiu o relógio de luz, o que provocou o incêndio no módulo e no carro da PM que estava estacionado ao lado da unidade. A moto de um vizinho também foi atingida no tanque de combustível e acabou destruída pelo fogo. Nas fachadas e portões de casas ao lado da UPP há muitas marcas de tiros. O carro da PM incendiado permanece no local.

Segundo os policiais, os tiroteio durou cerca de dez minutos. Os PMs que estavam dentro da unidade conseguiram se abrigar e não foram feridos. Já o soldado Cordeiro, que saiu de dentro do contêiner, acabou baleado na cintura. Ele chegou a ser levado para Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, e depois transferido para o Hospital Central da Polícia Militar, no Centro.transferido para o Hospital Central da Polícia Militar, no Centro. A energia já foi restabelecida na Favela Nova Brasília. Por volta das 11h30m, o clima era de aparente tranquilidade na região, e o comércio funcionava normalmente.

MORRE SUPEITO DE TRÁFICO PRESO NO DOMINGO

A Secretaria municipal de Saúde confirmou a morte do suspeito de envolvimento com tráfico de drogas Diogo Wellington Costas, o Bebezão, de 28 anos, baleado na barriga no sábado, durante uma troca de tiros no Complexo do Alemão. Ele passou por uma cirurgia, mas não resistiu.

Bebezão foi preso quando participava de uma festa na comunidade. Ele portava armas e, ao perceber a presença de policiais no local, tentou fugir junto com outro suspeito em uma moto. Eles fizeram disparos contra os PMs. Houve confronto, e Bebezão foi ferido na barriga. Ele ainda conseguiu fugir, mas foi capturado logo depois.

TELEFÉRICO PARADO DESDE QUINTA-FEIRA
Carro da UPP do Alemão incendiado por criminosos - Foto de leitor

O Teleférico do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, amanheceu fechado nesta segunda-feira. De acordo com a SuperVia, técnicos seguem com inspeção nos equipamentos em função de problemas de segurança pública. Desde a quinta-feira, o teleférico estava fechado após um outro tiroteio que aconteceu na comunidade.

Segundo a concessionária, o procedimento é adotado para garantir a segurança dos passageiros e a eficiência operacional do sistema. Não há previsão para que a operação seja retomada.



Read more: http://oglobo.globo.com/rio/mesmo-com-policiamento-reforcado-alemao-registra-nova-troca-de-tiros-13323843#ixzz3883YSyF3

terça-feira, 15 de julho de 2014

SARGENTO PM É MORTO A TIROS DURANTE PERSEGUIÇÃO


JORNAL EXTRA 15/07/14 10:55

PM é morto durante perseguição em Campo Grande

Extra



O primeiro sargento da Polícia Militar Antônio Carlos Novaes, de 43 anos, foi morto a tiros, na madrugada desta terça-feira, quando perseguia dois suspeitos de assalto em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O PM e colegas de farda foram alertados sobre a dupla, que estava de carro, e montaram um cerco na esquina da Avenida Santa Cruz com Estrada do Pré. De acordo com informações da corporação, os suspeitos abriram fogo contra os policiais e acertaram o sargento. Ele chegou a ser levado para o Hospital Estadual Rocha Faria, também em Campo Grande, e em seguida foi transferido para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, Zona Norte do Rio, onde morreu.

Policiais de outra equipe conseguiram localizar o carro. Houve nova perseguição seguida de tiroteio. Um dos suspeitos foi ferido e socorrido no Rocha Faria. O outro foi detido e encaminhado para a 35ª DP (Campo Grande), onde o caso foi registrado. Com a dupla, segundo a PM, foram apreendidos um revólver calibre 38 e uma réplica de pistola.

O sargento Antônio Carlos era casado e tinha 2 filhos. O policial militar estava há 19 anos na corporação. Ainda não há informações sobre horário e local do enterro dele.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/pm-morto-durante-perseguicao-em-campo-grande-13262343.html#ixzz37YNDhdE6

domingo, 13 de julho de 2014

FILHO DE PM É ESPANCADO E MORTO POR MILICIANOS


JORNAL EXTRA 11/07/14 07:19

Jovem é morto por milicianos no Piscinão de Ramos; polícia investiga

Hugo Silva foi espancado por milicianos na última terça-feira Foto: Reprodução


Igor Ricardo e Marcos Nunes


A Divisão de Homicídios (DH) investiga a morte de um jovem na última terça-feira depois de ter sido espancado por milicianos nas proximidades do Piscinão de Ramos, na Zona Norte do Rio. De acordo com informações que chegaram pelo WhatsApp do EXTRA (21 99809-9952 e 21 99644-1263), o rapaz identificado apenas como Hugo Silva, de 19 anos, teria sido agredido com socos e pontapés porque estava urinando em local impróprio. O crime ocorreu logo após o jogo entre Brasil e Alemanha. Alguns moradores se reuniam em um bar para acompanhar a partida.

Morte de jovem no Piscinão de Ramos está sendo investigada pela DH 11/12/2011 Foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo


A vítima, que também era filho de um policial militar, foi abordada então por um integrante da milícia quando começou a agressão. Hugo teria reagido. Com isso, outros integrantes da quadrilha, inclusive o chefe da milícia, se juntaram para espancar o rapaz. Parentes e moradores da região já foram ouvidos pela Polícia Civil. Novos depoimentos devem ser feitos em breve.

- O mais importante neste caso é quem foram os autores do crime. Vamos chegar nessas pessoas. Daremos uma resposta - afirmou o delegado Alexandre Herdy.

Ainda segundo os relatos, o corpo de Hugo foi jogado na Avenida Brasil para parecer que tinha sido atropelado. Hugo foi enterrado na manhã de quarta-feira no cemitério do Caju. Ele morava com a mãe e o padastro na favela Roquete Pinto, em Ramos.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

MULHERES AINDA SÃO AS GRANDES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA NA CAPITAL FLUMINENSE


Segundo estudo, 40% das vítimas moram no município. Foram 130 agressões por dia entre 2012 e 2013

POR O GLOBO
10/07/2014 5:00




RIO — Com uma população de 3,36 milhões (53,2% do total, de acordo com o Censo de 2010), as mulheres ainda são as grandes vítimas de violência na capital. Segundo informações do Dossiê Mulher de 2013 e do Instituto de Segurança Pública (ISP) de 2012, cerca de 40% das agressões no estado ocorreram na cidade do Rio. Além disso, 130 mulheres por dia sofreram algum tipo de violência no município e, por dia, 63 foram machucadas. Apesar dos avanços com a criação da Lei Maria da Penha, em 2006, a persistência desses crimes é preocupante. O Rio Como Vamos (RCV) vê o combate à violência contra a mulher como uma questão central de direitos humanos, que vai muito além da segurança, englobando temas como educação e saúde.

Dados do RCV mostram que, de 2011 a 2013, o número de ocorrências não diminuiu, e alguns registros são preocupantes. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2013 e o mesmo período deste ano, todos os indicadores apresentaram aumento.

JACAREPAGUÁ: MAIS AMEAÇAS

Em relação às ameaças, os registros passaram de 21.423, em 2011, para 21.482, em 2013. As piores situações ocorreram em Jacarepaguá (com o maior volume de ocorrências em 2012 e 2013), e na Barra da Tijuca, onde o número de casos cresceu 18% (de 949 para 1.120). Entre o 1º trimestre de 2013 e de 2014, os números subiram 21,4% (de 5.219 para 6.334).

Apesar da queda entre 2012 e 2013, de 3%, os casos de lesão corporal passaram de 22.158, em 2011, para 22.970, em 2013. A região do Méier foi a que apresentou o maior aumento, de 2012 para 2013 (11,6%). No comparativo entre o primeiro trimestre de 2013 e igual período de 2014, os registros de lesão corporal aumentaram 13,5% (de 5.714 para 6.483).

ESTUPRO PREOCUPA CARIOCA

Segundo o RCV, o estupro merece destaque pela gravidade da violência. Apesar de uma ligeira redução, de 4,8%, entre 2012 e 2013, o crime (abrange estupro de menor e adulto) teve um aumento de 25,4%, entre 2011 e 2012. O maior aumento ocorreu em Guaratiba: 78,4%. No primeiro trimestre de 2014, a cidade apresentou um crescimento de 16,2% (de 364 para 423 casos), quando comparado com igual período do ano passado. A pesquisa de percepção do RCV, de junho de 2013, ratificava esse quadro e mostrava que o estupro era uma preocupação de 22% dos cariocas.

Já os registros de tentativa de homicídio contra mulheres no Rio apresentaram elevação de 6%, de 2011 a 2012, e queda de 7,8%, entre 2012 e 2013. O RCV aponta para uma estabilidade que merece atenção, uma vez que o total de ocorrências permanece quase o mesmo: saiu de 218 (2011) para 213 (2013).

Os homicídios são o último degrau da violência e estão numa trajetória ascendente na cidade: na comparação entre 2011 e 2013, o número de casos foi de 119 para 125 (5% de aumento). As zonas Oeste e Norte lideram os registros, sendo que na região de Madureira o número de ocorrências dobrou, de 2012 para 2013 (de 6 para 12). Nos três primeiros meses de 2014, os casos voltaram a crescer, dessa vez em 50% (de 32 para 48), em relação ao primeiro trimestre de 2013.

FALTA DE INFORMAÇÕES: DESAFIO

O RCV reforça a necessidade de se investigar o motivo de as zonas Oeste e Norte concentrarem mais casos de violência contra a mulher. Segundo a delegada titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro, Célia Silva Rosa, o maior desafio para cumprir seu trabalho está na falta de informações sobre a pessoa que cometeu o crime:

— Muitas mulheres vêm à delegacia registrar a ocorrência, mas não têm informações mínimas como nome completo, filiação e data de nascimento do agressor. Na hora de efetuarmos a prisão, algumas avisam seus parceiros, pois se arrependem de ter denunciado. Outras vezes, o casal se reconciliou.

Outro complicador está no fato de Célia Rosa não contar com um delegado assistente e ter uma equipe muito pequena. Ela reforça a visão do RCV de que o combate à violência contra a mulher passa pela educação, e aponta o que precisa mudar:

— Os familiares e as escolas têm que trabalhar a importância do respeito ao próximo, que é uma questão de direitos humanos. O tema deveria fazer parte da disciplina das escolas, desde o ensino fundamental.

sábado, 28 de junho de 2014

PM EXECUTADO EM FRENTE À SUA CASA

JORNAL EXTRA 28/06/14 10:14

Policial militar é morto em Realengo, Zona Oeste do Rio

Felipe do Nascimento Foto: Reprodução/Internet

Extra


O soldado Felipe do Nascimento, de 30 anos, foi morto na madrugada deste sábado na frente de sua casa, que fica na Rua Limites, em Realengo, Zona Oeste do Rio. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, o policial estava em casa, quando foi chamado por um homem numa moto. Os dois discutiram, e o homem atirou duas vezes contra o oficial e fugiu.

Ele foi levado ao Hospital estadual Albert Schweitzer, mas não resistiu. Segundo informações que chegaram através do WhatsApp do EXTRA (21 99644-1263 e 21 99809-9952), ele já chegou morto por volta da 1h15m, numa viatura da polícia.

— Os policiais receberam a informação de que havia um policial baleado nas imediações e entraram em contato com o hospital pedindo que preparasse tudo. Foi o que fizemos. Mas ele já chegou morto — disse uma funcionária do hospital que não quis se identificar.

A namorada foi ao hospital e encaminhada à delegacia para prestar depoimento.

Ele era lotado no 22º BPM (Maré) e estava há três anos na Corporação. O crime está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.